MUNDO

8/7/2020  13:40:12

 

Uso da “magrela” é opção num mundo urbano pós-quarentena

Por: da Redação

 

Empresa, que explora essa alternativa no deslocamento urbano, fomenta as medidas tomadas no mundo para estimular o uso de bicicletas e um novo estilo de vida

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muito se debate como será a vida quando a quarentena chegar ao fim, tanto a relação entre as pessoas, o dia a dia do trabalho e estudo, além da economia. Nas cidades em que já está havendo o diminuição do afastamento social, há diversas iniciativas sendo implementadas para evitar nova pandemia. Muitas dessas ações incluem medidas relacionadas a mobilidade urbana.

 

De acordo com a Tembici, empresa que explora a micromobilidade, projetos que estimulam o uso da bicicleta como principal meio de transporte, em muitas cidades, têm sido protagonistas nos planos públicos de combate a necessidade de uma nova quarentena. 

 

O governo britânico planeja investimento de 2 bilhões de libras dedicados ao estímulo do uso das “magrelas” e da caminhada no retorno da rotina de deslocamento ao trabalho. Parte da verba será destinada à implantação de ciclovias temporárias em Londres e outra parte como um incentivo financeiro para pessoas que não pedalam há um tempo poderem reformar suas bicicletas.

 

A recomendação de estimular a bicicleta e caminhada para locomoção durante e pós-pandemia é da Organização Mundial da Saúde. Além da bicicleta ser um modal de transporte individual que permite o distanciamento social, também podem são utilizadas ao ar livre e são não-poluentes contribuindo para manter os índices mais baixos de poluição atingidos durante a quarentena. 

 

A Itália oferecerá até 500 euros para ajudar os moradores de cidades com mais de 50 mil habitantes a comprarem uma bicicleta. Em Paris, foi liberado 22 milhões de euros para a criação de ciclovias temporárias. Cidades da Alemanha ganharam ciclovias extras para que mais pessoas possam se locomover de bicicleta e também para garantir a distância necessária entre os ciclistas. As lojas de consertos de bicicletas foram consideradas como serviço essencial no país. 

 

Aqui no Brasil, a empresa, considerada líder em seu segmento na América Latina, fez um levantamento para identificar o perfil dos ciclistas que usam as “magrelas” durante a pandemia e constatou que  45% dos usuários optam por transporte individual e em ambiente aberto como prevenção à Covid-19.

 

Em todas as cidades de atuação da empresa, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Salvador foi constatado que 54% utilizam a bike para ir e voltar do trabalho e,  em média, 90% dos usuários pretendem continuar utilizando a bike ao término da quarentena. O estudo ainda apontou, segundo a empresa, que, em média, 16% dos usuários que estão utilizando as laranjinhas em todas as praças disponíveis são profissionais da área da saúde.

 

Isso, na avaliação da Tembici, reforça que a população está aderindo à campanha da marca de estimular a importância de todos permanecerem em casa e, assim, garantir que as “magrelas” estejam disponíveis para esses trabalhadores essenciais que estão na linha de frente contra o coronavírus.

 

Em Nova York, foi registrada uma queda de 50% nas emissões de monóxido de carbono de automóveis comparado ao ano passado, segundo informações da Universidade Columbia. De acordo com a Cetesb, o mesmo fenômeno aconteceu em São Paulo: a poluição atmosférica caiu pela metade após uma semana de quarentena na capital. 

 

"Cada vez mais, os brasileiros aderem às bicicletas como modal de transporte ideal. Com a pandemia, as bikes se provaram ainda mais funcionais, por ser um meio de transporte sustentável e com um custo acessível.”, disse Tomás Martins, Ceo da Tembici.

 

O executivo defende que, "após a pandemia, esse comportamento de prevenção vai se acentuar e iniciativas do poder público que estimulem os deslocamentos com bicicletas serão fundamentais. Nossa operação está preparada para a retomada, já que reforçamos todos os procedimentos de higienização das bicicletas e estações”, concluiu.

Arquivo

Em meio à pandemia, no Brasil, 45% dos usuários das “magrelas” optam por transporte individual e em ambiente aberto, como prevenção à Covid-19

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