GERAL

19/9/2021     09:00:00

 

 

Por 30 anos, Zoo, Safari e Jd. Botânico de SP sob a lógica do mercado

Por: da Redação
 

Em até quatro meses, a iniciativa privada deverá assumir esses espaços, onde permanecerá explorando por 30 anos

 

Apesar das responsabilidades do Estado de São Paulo na gestão dos serviços públicos, o governador de São Paulo, Doria Jr, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, oficializou a concessão do Zoológico, do Zoo Safari e do Jardim Botânico à exploração do mercado. Antes da pandemia, só o Zoo recebia mais de 1 milhão de visitantes por ano e o Jardim Botânico cerca de 130 mil.

 

O controle privado desses espaços será assumido em até quatro meses pelo grupo Reserva Paulista, que pretende revitalizar e administrar os espaços, explorando aquelas áreas pelos próximos 30 anos.

Segundo o governo do Estado, a concessão prevê o investimento de R$ 417 milhões, dos quais R$ 320 milhões nos cinco primeiros anos. Os espaços estão localizados no Parque Estadual Fontes do Ipiranga (PEFI), na zona Sul da capital paulista.

No caso do Jardim Botânico, a concessão, de acordo com o contrato, visa o aumento do uso público com a implantação de programas de educação ambiental, novos espaços de lazer e cultura e alimentação, além de mais acessibilidade para os visitantes que chegam por transporte coletivo.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Já no Zoológico de São Paulo, sem divulgar os custos aos visitantes, a atividade privada terá de promover mais imersão na natureza e o bem-estar dos animais nos recintos.

 

Há investimentos mínimos previstos para construir habitats mais modernos, amplos e integrados, além do monitoramento de indicadores de desempenho da saúde. A infraestrutura deverá ser requalificada com novo acesso para pedestres, ampliação do estacionamento e dos conjuntos sanitários, novo centro de visitantes, entre outras melhorias.

“As parcerias com a iniciativa privada visam atrair investimentos e melhorar a infraestrutura das áreas turísticas. Em todas as nossas concessões temos buscado também fomentar as atividades de educação ambiental para que a população, especialmente as crianças, conheça e aprenda a preservar as nossas áreas verdes”, defendeu o secretário Marcos Penido.  

O projeto prevê ainda ingressos gratuitos para crianças com até 4 anos de idade e para estudantes e professores da educação infantil, ensino fundamental e médio da rede pública de ensino, em dias específicos. O direito à meia-entrada também está garantido.
 
Responsável, pela exploração das atividades, Rogério Dezembro, sócio-líder do consórcio Consórcio Reserva Paulista, afirmou que, "temos a missão de ampliar e modernizar os excepcionais serviços ambientais, educacionais, científicos e de recreação que já são prestados pelo Zoológico, Jardim Botânico e Zoo Safari. Com os investimentos programados, e ao lado das equipes de excelência que atuam nos parques, vamos trabalhar para oferecer, a São Paulo e ao Brasil, uma experiência imersiva na natureza, de nível internacional", afirmou o empresário.


As pesquisas e a conservação das espécies ameaçadas de extinção continuarão sob a responsabilidade do Governo do Estado, bem como as áreas de conservação do Parque Estadual Fontes do Ipiranga.  
 
Histórico


Em fevereiro, o Consórcio Reserva Paulista ofereceu R$ 120 milhões para a exploração privada das áreas do Zoológico, Safari e Jardim Botânico, o maior valor de outorga – representando um ágio de 132%.  O leilão ocorreu na B3, em São Paulo.  

O complexo localizado no Pefi faz parte do programa de concessões e parcerias público privadas do governo de SP.  

Para a subsecretária de Parcerias do Governo de São Paulo, Tarcila Reis, “a concessão do Zoológico e Jardim Botânico é mais um avanço do programa de parcerias para além dos ativos tradicionais ou dos serviços públicos de tarifa regulada. Estamos utilizando o conhecimento e a experiência que temos sobre a lógica das concessões para realizar com recursos privados investimentos que desenvolvem o ecoturismo no Estado e protegem a fauna e a flora, além do patrimônio ambiental, cultural e científico paulista. Com isso, ganha o usuário que terá acesso a maior qualidade, o poder público que focará em fiscalização, desonerando o orçamento público em mais de R$ 518 milhões (ao longo da concessão), e o investidor que contará com o padrão contratual e a segurança jurídica do Estado de São Paulo".

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Já no Zoológico de São Paulo, sem divulgar os custos aos visitantes, a atividade privada terá de promover mais imersão na natureza e o bem-estar dos animais nos recintos

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Jardim Botânico. “As parcerias com a iniciativa privada visam atrair investimentos e melhorar a infraestrutura das áreas turísticas. ...", disse Penido

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