15 de junho de 2026 às 15:00:00
MERCADO
Como as lavanderias automatizadas estão explorando o serviço nos condomínios
Por: da Redação
Arquivo FdC

De olho nesse mercado, o empresário Bruno Leite, executivo chefe da Lave & Pegue Lavanderia, defende que a inovação tem sido o principal motor de crescimento do setor
A digitalização de serviços tem remodelado setores inteiros da economia, e o mercado de lavanderias vive agora um capítulo dessa transformação. Com a chegada de aplicativos (app), pagamentos digitais, equipamentos conectados e sistemas automatizados de gestão, o segmento deixou de ser apenas um serviço básico para se apresentar como uma alternativa de conveniência também nos condomínios. Defensores da transformação veem essa digitalização como uma praticidade aos moradores.
Nesse cenário, uma plataforma que explora esse tipo de serviço se posiciona como a primeira rede brasileira de lavanderia express que une atendimento automatizado ao suporte presencial. O modelo pago combina tecnologia de ponta com a orientação de um atendente no local, o que torna a experiência mais simples, segura e acessível a diferentes perfis de usuários — incluindo famílias, idosos e moradores que nunca utilizaram esse tipo de serviço.
De olho nesse mercado, o empresário Bruno Leite, executivo chefe da Lave & Pegue Lavanderia, defende que a inovação tem sido o principal motor de crescimento do setor. “Hoje o consumidor busca praticidade e autonomia. Com aplicativos de pagamento, máquinas conectadas e interfaces digitais, conseguimos oferecer uma jornada mais fluída, em que o cliente controla praticamente toda a experiência pelo celular ou pelos totens de autoatendimento”, disse.
A ideia é que a tecnologia aplicada às lavanderias permite que o morador realize todo o processo de forma intuitiva. O pagamento pode ser feito por aplicativo, cartão ou carteira digital, enquanto sistemas inteligentes gerenciam os ciclos de lavagem e secagem. Além disso, equipamentos conectados e softwares de gestão possibilitam monitoramento remoto das máquinas e manutenção preventiva, o que se traduz em mais segurança, agilidade e previsibilidade para o usuário.
Lavagens realizadas em equipamentos profissionais podem representar uma economia de até 60% no consumo de água e cerca de 20% na energia elétrica, em comparação com máquinas domésticas tradicionais. Isso ocorre porque os sistemas industriais utilizam sensores que ajustam automaticamente o volume de água, o tempo de lavagem e a velocidade de centrifugação conforme o peso e o tipo de tecido. A alta rotação das centrifugações remove mais água das roupas antes da secagem, reduzindo o tempo nas secadoras e o consumo energético total.
Para os condomínios que desejam oferecer esse serviço aos moradores, a empresa trabalha com um modelo específico voltado para a área comum. O investimento inicial é a partir de R$ 65 mil, incluindo duas máquinas completas, com retorno estimado entre 12 e 24 meses.
Sistemas integrados permitem ao síndico ou administrador acompanhar o desempenho da unidade em tempo real, controlar indicadores operacionais e padronizar processos — algo essencial para quem pensa em escalar o serviço. “Com a automação e os sistemas conectados, o franqueado consegue uma gestão muito mais eficiente, acompanha a operação remotamente e toma decisões com base em dados”, afirmou Leite.
O empresário acredita que, com consumidores cada vez mais digitais e exigentes, o setor continuará avançando na incorporação de novas tecnologias. Integração com aplicativos, monitoramento remoto, inteligência de dados e equipamentos mais eficientes devem se tornar padrão nos próximos anos.
“Esse movimento mostra que o segmento ainda tem grande espaço para crescimento no País. A lavanderia deixou de ser apenas um serviço básico e passou a ser uma solução de conveniência. A tecnologia está no centro dessa transformação e será cada vez mais decisiva para o futuro do setor”, concluiu o empresário.



