23 de junho de 2026 às 14:30:00
CIDADES
BH ganha programa que capacita porteiros para acolher idosos que vivem sozinhos
Por* da Redação
Arquivo FdC

O objetivo é que o porteiro se torne um ponto de apoio inicial para o morador idoso, fortalecendo a integração entre os vizinhos e criando um ambiente mais humano e solidário
Agora é lei em Belo Horizonte, o Programa Porteiro Amigo do Idoso, que visa criar uma rede de suporte dentro dos condomínios para a crescente população de idosos que reside sozinha na capital mineira. A iniciativa, publicada no Diário Oficial do Município, busca transformar porteiros e equipes de administração em agentes de acolhimento e segurança, preparados para identificar sinais de vulnerabilidade e prestar os primeiros socorros em situações de emergência.
A lei, sancionada pelo prefeito Álvaro Damião e de autoria do vereador Arruda, entra em vigor em 90 dias e pretende estabelecer um novo paradigma para a gestão condominial na cidade.
Com um olhar atento à qualidade de vida da terceira idade, a proposta não impõe custos nem caráter obrigatório aos condomínios, funcionando de forma facultativa, mas com potencial para transformar a rotina dos prédios da capital. O principal pilar do programa é a capacitação é dos profissionais que atuam na portaria e receberão treinamentos que vão desde noções de primeiros socorros até técnicas de comunicação e empatia, passando pela identificação de sinais de vulnerabilidade física ou emocional.
O objetivo é que, além de zelar pela segurança patrimonial, o porteiro se torne um ponto de apoio inicial para o morador idoso, fortalecendo a integração entre os vizinhos e criando um ambiente mais humano e solidário.
Para viabilizar essa rede de proteção, a legislação prevê a realização de cursos e palestras – tanto presenciais quanto à distância –, a distribuição de materiais informativos e a criação de canais de apoio para a troca de informações entre os participantes. A iniciativa também busca estimular parcerias com associações de moradores, administradoras de condomínios e entidades voltadas ao cuidado da pessoa idosa, consolidando uma verdadeira rede de suporte para situações de emergência.
Como incentivo, o poder público poderá estabelecer benefícios fiscais para os condomínios que aderirem ao programa, reconhecendo o esforço da gestão condominial em promover a segurança e o bem-estar da população idosa. A expectativa é de que, com o monitoramento contínuo dos resultados, o programa não só reduza incidentes e emergências envolvendo os idosos, mas também fortaleça o senso de comunidade dentro dos condomínios, melhorando significativamente a qualidade de vida de quem mora sozinho.
* Publicação baseada em matéria originalmente produzida no site do jornal O Tempo.



