SEGURANÇA

21/10/2021    09:19:12

 

 

Projeto de arquitetos busca o fim de alagamentos na Mooca

Por: da Redação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Chamada “Jardins de Chuva”, uma proposta criada para três pontos do bairro paulistano conseguiu engajar mais 4 mil apoiadores em uma petição que foi entregue ao subprefeito do distrito.  O projeto, segundo os autores, é aposta para mais áreas verdes, menos alagamentos e alternativa a grandes piscinões 

 

Para dois arquitetos, moradores no bairro da Mooca, calor, enchentes, doenças do sistema respiratório, esses são transtornos bem conhecidos pelos moradores de São Paulo, que poderiam ser solucionados com uma medida simples: os “Jardins de Chuva”.  Thiago Moliani e Lucas Chiconi, montaram um projeto para a instalação desses jardins em três pontos concretados e sem função no bairro - que tem a menor área verde por habitantes da capital paulista. 

 

Os “jardins de chuva” são “pequenas aberturas” na cidade, em calçadas, rotatórias, canteiros centrais, locais de pouco tráfego, que estão impermeabilizados por concreto e impedem o ciclo da água. A proposta é plantar o verde nesses pontos, fazendo com que a terra volte a aparecer. Com isso, o excesso de água das chuvas seria contido e devolvido ao solo, evitando não só os alagamentos, mas melhorando também a qualidade de vida das pessoas, defenderam os autores.

 

No dia 9 de setembro, os arquitetos levaram o projeto até a subprefeitura da Mooca e o apresentaram ao então subprefeito José Rubens Domingues Filho. Na mesma ação, entregaram ao ex-chefe do Executivo local mais de 4 mil assinaturas coletadas em apoio à proposta. O abaixo-assinado foi aberto por eles na plataforma Change.org e segue ativo. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Conversamos sobre os locais e informamos que os pontos escolhidos já estavam na mão do engenheiro na subprefeitura”, comentou Moliani, à Folha do Condomínio OnLine. “O subprefeito gostou bastante, falou sobre outros pontos possíveis e eu me disponibilizei a auxiliar em projetos que forem necessários”, acrescentou o arquiteto. Confira a petição, em http://change.org/JardinsDeChuva 

 

A proposta já havia sido apresentada ao Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades), que a apoiou. Os arquitetos também já tiveram conversas com o departamento jurídico da subprefeitura, que analisa a viabilidade da proposta. Bairros como Vila Prudente e Tatuapé já iniciaram a construção dessas áreas, garantem os autores. 

 

De acordo com Moliani e Chiconi, além da falta de áreas verdes, o distrito da Mooca é o que tem o maior número de mortes por doenças do sistema respiratório em São Paulo: são 17 para cada 10 mil habitantes.

 

Os pontos selecionados na Mooca

 

Os arquitetos, que se dedicam a ações de revitalização sem fins lucrativos na Mooca, escolheram três pontos do bairro para iniciar o projeto dos “jardins de chuva”. O primeiro seria na avenida Vereador Abel Ferreira, próximo onde será instalada a futura estação Anália Franco do Metrô. No local, há uma rotatória e, embaixo dela, passa o córrego Capão do Embira.

 

Segundo os profissionais, atualmente o local está degradado, subaproveitado e sofre com pequenos alagamentos em dias de grandes chuvas. De acordo com os estudos de Moliani e Chiconi, um jardim de 150m² na rotatória permitiria a retenção de 30 mil litros de água.  

 

O segundo ponto selecionado por eles foi a rua Dom Joaquim de Melo, que hoje possui um canteiro central de 180 metros concretados e sem uso. Os arquitetos afirmam que a instalação de um jardim no local seguraria, em chuvas fortes, mais de 20 mil litros de água. 

 

A terceira e última área escolhida pelos arquitetos fica perto da praça Daniel Bifone, junto à rua Cônego Antônio Lessa. Assim como o primeiro ponto selecionado, este possui uma rotatória que tem sob ela um córrego, o qual desemboca no rio Tamanduateí. 

 

“Em dia de chuva muito forte, a água acaba entrando nas casas logo abaixo. A implantação dessa rotatória, além de gerar um jardim de 140m², reter mais de 15 mil litros de água na região, também ajudaria muito nesses pequenos alagamentos que ocorrem na vizinhança”, afirmou Moliani em um vídeo publicado no Youtube com detalhes e imagens do projeto. “Que esse seja só o início de diversos jardins de chuva, de diversos caminhos mais humanos e verdes dentro da nossa região”, concluiu o arquiteto no vídeo de 3 minutos.

 

De maneira bem didática, o vídeo produzido pela dupla mostra um antes e depois dos três pontos, exibindo como eles ficariam após a inserção das áreas verdes. Juntos, os três jardins seriam capazes de reter cerca de 65 mil litros de água em dias de chuvas fortes. 

 

Milhares de apoiadores 

 

“Os jardins servirão para devolver o verde ao bairro, além de contribuir para a absorção de água e controle da temperatura, melhorando a qualidade de vida dos moradores”, escreve Moliani no texto da petição. “Assine e compartilhe essa petição. Juntos lutaremos por uma São Paulo mais verde e saudável. Estamos falando de meio ambiente, urbanismo e saúde”. 

 

O abaixo-assinado, que visa reunir ainda mais apoiadores em torno da iniciativa para que a subprefeitura da Mooca aprove o projeto, segue aberto na plataforma Change.org.

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Perspectiva / Divulgação

Projeto de arquitetos aponta para o fim de alagamentos na Mooca  (Divulgação).jpg

“Jardins de Chuva” são “pequenas aberturas” na cidade, em calçadas, rotatórias, canteiros centrais, locais de pouco tráfego, que estão impermeabilizados por concreto e impedem o ciclo da água

Perspectiva / Divulgação

Projeto de arquitetos aponta para o fim de alagamentos na Mooca 1 (Divulgação).jpg

O projeto, segundo os autores, é aposta para mais áreas verdes, menos alagamentos e alternativa a grandes piscinões

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