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MUNDO

13/5/2024      12:11:23

 

 

Calor pode gerar queda de 11% em produtividade na América Latina

Por: da Redação

 

No Brasil, mudanças climáticas podem gerar perdas de 6% do PIB (que mede a soma dos valores de produtos e serviços produzidos num país) até 2030

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Relatório Latin America Shall We Dance?, de uma multinacional de seguros, que atua também no Brasil, informa um panorama dos riscos econômicos em países da América Latina e aponta que o continente pode enfrentar perdas equivalentes a 11% do PIB até 2050 sob o cenário de política atual. 

 

Segundo economistas da empresa, as repercussões econômicas das mudanças climáticas vêm tanto dos riscos físicos (por exemplo, ciclones, inundações, ondas de calor) quanto da perda de produtividade do trabalho devido ao aumento do calor. Esses riscos variam de acordo com a localização geográfica e podem mudar ao longo do tempo com base em mudanças na população, crescimento econômico e padrões de migração. 

 

Perda de produtividade no Brasil

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conforme o relatório, o Brasil experimentará perdas mais significativas devido à redução da produtividade causadas pelo calor, estimadas em 6% até 2030. O levantamento aponta que as ondas de calor podem diminuir significativamente a produtividade do trabalho, especialmente, em setores fisicamente exigentes, como agricultura e construção. Além disso, os problemas são agravados pelo desmatamento e seca, especialmente, na Amazônia, onde essas condições intensificam a gravidade da seca, afetando a disponibilidade de água, a biodiversidade e a regulação climática tanto local quanto globalmente.

 

Ainda assim, o relatório mostra que a Ásia e a África devem enfrentar mais do dobro das perdas econômicas devido ao aquecimento global em comparação com a América Latina, em um cenário em que o aumento da temperatura global atinge 2,0°C acima dos níveis pré-industriais até meados do século, com um potencial de aumento para 2,9°C até o ano 2100. Os maiores custos para a América Latina em 2050 virão via perdas de produtividade de cerca de 5% do PIB, secas (cerca de 3%) e ondas de calor (cerca de 2%). O impacto varia consideravelmente por país. 

 

O gráfico apresenta uma comparação do risco climático em quatro grandes economias latino-americanas, onde as perdas econômicas totais variam de 11,6% a 13,7%. Entre esses países, até 2050, a Argentina será a mais afetada por inundações, com danos projetados representando 2,1% de seu PIB. A economia do Chile será notavelmente impactada por secas, com uma perda de PIB prevista em 7,4%. Enquanto isso, o México sofrerá com os efeitos de ondas de calor severas, que devem causar perdas que chegam a 2,1% de seu PIB. 

Gráfico (Divulgação)

Gráfico (Divulgação)

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