MERCADO

12/4/2021  19:00:00

 

 

Sem credibilidade, IGP-M perde referência em locação

Por: da Redação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reajuste do aluguel ‘foge’ do IGP-M em mais de 90% das negociações entre proprietários e inquilinos de clientes de uma imobiliária de São Paulo.  Segundo a empresa, 38% dos locadores optaram por não aumentar o valor e 29% autorizaram a aplicação do IPCA no mês de março

 

Com o IGP-M nas alturas – superou 31% no acumulado de 12 meses em março, segundo a FGV -, a grande maioria dos proprietários não está usando o índice previsto nos contratos para o reajuste do aluguel na capital paulista.

 

Segundo levantamento realizado e divulgado pela administradora de imóveis Lello, apenas 8% dos reajustes ocorridos no último mês tiveram como referência o IGP-M como indexador. Isso, entre os imóveis locados pela imobiliária, uma das maiores no Estado.

 

Em 38% dos casos os proprietários optaram por não aumentar o valor do aluguel e 29% autorizaram a aplicação da correção pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Em 25% das negociações entre proprietários e inquilinos, foram negociados outros valores.  

                                                                     

Ainda segundo balanço da imobiliária, desde o final do ano passado as negociações estão mais frequentes. Em novembro de 2020, 28% dos proprietários não reajustaram os valores de aluguéis vigentes, 20% aplicaram o IPCA e 38% autorizaram outros percentuais que não o índice do IGP-M.

 

Desde outubro de 2020, quando o IGP-M/FGV, índice mais utilizado para o reajuste dos contratos em curso, passou a se descolar dos demais índices inflacionários e, principalmente, da variação de preços das novas locações, a imobiliária desenvolveu um sistema eletrônico de negociação para que locatários e locadores mais uma vez fossem estimulados à autocomposição e ao exercício da empatia, evitando, ainda, o desequilíbrio dos contratos.

 

Foram concedidas as opções de não reajustar, reajustar pelo IPCA, oferecer outro valor ou, ainda, aplicar o IGP-M, sempre a depender da situação concreta. Para a diretora de Risco e Governança da imobiliária, Moira Regina de Toledo Bossolani, "a iniciativa foi muito bem recebida por ambos os lados, e os clientes ficaram muito satisfeitos com a proatividade. Foram diversos os depoimentos neste sentido”, disse.

 

Já em janeiro deste ano, a empresa decidiu adotar a mudança do índice de reajuste dos novos contratos de aluguéis residenciais e comerciais firmados entre proprietários e inquilinos, do IGP-M/FGV para IPCA. O objetivo, segundo a imobiliária,  foi reduzir o impacto dos reajustes nas relações locatícias, uma vez que o IGP-M acumulou alta muito acima da média, e estimular contratos, acelerando a velocidade das locações.

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Ilustração / Magal

Com o IGP-M nas alturas – superou 31% no acumulado de 12 meses em março, segundo a FGV -, a grande maioria dos proprietários não está usando o índice previsto nos contratos para o reajuste do aluguel na capital paulista

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