MERCADO

16/10/2020  10:15:13

 

Aabic vê juros baixos como saída da crise ao setor que representa

Por: da Redação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim como vários setores da economia brasileira, o mercado imobiliário foi duramente afetado pela crise da pandemia. Uma associação que defende os interesses das administradoras de condomínios e das imobiliárias, a Aabic, está na expectativa de que a retomada desses segmentos será encorajada pela taxa básica de juros (Selic), que atingiu 2%, a mínima histórica.

 

Como reflexo da crise, houve uma onda de desocupação de imóveis, devido a dificuldades para locatários residenciais e comerciais pagarem seus contratos. Tal situação levou a uma série de fatores como o fechamento de escolas e o crescimento do trabalho remoto, com o aumento da vacância ao patamar de 35%. Especialistas agora projetam que o segmento vai reagir, impulsionando também as atividades de administração patrimonial como um todo (locação e condomínios).

 

Nesse contexto, as empresas de administração condominial e imobiliárias agora miram soluções que podem apoiar o enfrentamento da vacância, recuperação das taxas de retorno dos alugueis de imóveis e, ainda, o aprimoramento dos serviços oferecidos pelas empresas no mercado. 

 

Esse cenário foi um dos temas discutidos na última quarta-feira (14), na abertura do Conexão Conami, evento online organizado pela Aabic). Na abertura da cerimônia, que contou também com a participação do coordenador da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços (CBCSI) da CNC, Pedro José Wähmann, o presidente da Aabic, José Roberto Graiche Júnior, avaliou que diante dos desafios impostos pela pandemia, as administradoras de condomínios aplicaram suas inovações e seus recursos rapidamente, havendo uma aceitação maior da clientela. “Trabalhamos incansavelmente e aproveitamos o momento de mudanças para discutir e aplicar novas diretrizes nas empresas”. disse.

 

Graiche Junior ainda acredita que “a entidade também se reinventou na pandemia, com a criação de novos projetos para o mercado de São Paulo, avançou no modelo digital e ampliou o quadro de associados com a incorporação de novas categorias”, ponderou.

 

No primeiro painel, Julisa Siqueira, diretora de Locação da associação, avaliou que os principais desafios das empresas de administração imobiliária envolvem a busca da reocupação dos imóveis e a reposição do faturamento, tendo em vista os índices de renegociação nos valores dos aluguéis e o aumento da vacância.

 

Hoje, um a cada quatro imóveis estão vagos em São Paulo. “Outro movimento que contribuiu para aumentar ainda mais oferta de imóveis na cidade de São Paulo foi a conversão de hotéis em residências”, analisou.

 

Já Omar Anauate, diretor de Condomínio, procurou mostrar a relevância do trabalho das administradoras durante a pandemia para orientar o mercado e destacou como proprietários de imóveis e administradoras de condomínios devem ser preocupar com a modernização dos empreendimentos como forma de garantir a recuperação do valor patrimonial. “Há uma grande oferta de edifícios e condomínios modernos, por isso, os mais antigos precisarão pensar em alternativas, como retrofit, para valorizar os imóveis”, avaliou.

 

Mercado internacional

 

Convidada para traçar um panorama do atual momento dos mercados imobiliário, de administração condominial e de locação dos Estados Unidos, Fernanda Lisboa, advogada imobiliária e presidente e do Capítulo do Estado de São Paulo do IREM (Institute of Real Estate Management), avaliou os impactos da moratória temporária permitida aos contratos de locação de imóveis durante a pandemia.

 

Violência doméstica

 

 “Prevenção à Violência Doméstica no Condomínio” foi o tema do segundo painel do Conexão Conami, que contou com as participações de Alessandra Caligiuri Calabresi Pinto, advogada que preside a Comissão da Mulher Advogada da OAB Subseção Pinheiros, Gabriela Mansur, promotora de Justiça e integrante auxiliar na Ouvidora das Mulheres, Ligia Pires Pinto, professora e autora de livros e artigos na área do Direito, e Maria Valéria Pereira Novaes de Paula Santos, delegada titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher.

 

As especialistas defenderam o Projeto de Lei 2.510/2020, que tramita na Câmara dos Deputados e prevê a obrigatoriedade da denúncia por moradores e síndicos e penalidade para quem omitir socorro às vítimas.

 

Atualmente, o Brasil é o quinto país no ranking mundial de registros de mortes de mulheres em decorrência da violência doméstica. Estima-se que 70% dos crimes ocorrem no ambiente familiar. “Quem ouvir gritos e pedidos de socorro no condomínio deve chamar a Polícia. Os vizinhos devem meter a colher, sim, quando o assunto é violência doméstica. Muitas vidas já foram salvas por causa da ação de vizinhos”, disse a promotora.

Ilustração / Magal

Como reflexo da crise, houve uma onda de desocupação de imóveis, devido a dificuldades para locatários residenciais e comerciais pagarem seus contratos

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