3/5/2021  16:10:10

 

 

“Confinamentos”, obras acessíveis a partir do dia 10

Por: da Redação

 

Disponível para acesso até 4 de julho, projeto reúne obras de artistas como Coco Fusco, Frente 3 de fevereiro, Kiko Goiffman, Megan-Leigh Heilig, Lucila Meirelles, Juvenal Pereira e Alyona Larinokova

 

Em ‘Confinamentos’, que estreia dia 10 de maio, com acesso disponível para o público, até 4 de julho, pela Vídeobrasil, a mostra lança um olhar abrangente para três décadas de acervo histórico da plataforma online, selecionando obras que põem em pauta as diversas formas de cerceamento físico e psicológico a que estamos submetidos. As produções vão do encarceramento em massa aos interditos do racismo, da ideia de manicômio às prisões políticas, da criminalização da homossexualidade à perversidade do monitoramento digital.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na visão da escritora Juliana Borges, que deu os fundamentos para a curadoria da seleção, trata-se de uma questão cronicamente desafiadora - e que ganha contornos inesperados em tempos de pandemia.
 

As obras são compostas por personalidades como Coco Fusco, Frente 3 de fevereiro, Kiko Goiffman, Megan-Leigh Heilig, Lucila Meirelles, Juvenal Pereira e Alyona Larinokova. A programação inclui documentários, intervenções performáticas, vídeo-montagem fotográfica e uma série de narrativas visuais que somam uma ampla gama de indagações ao tema da política criminal, campo de especialização da curadora e foco de seus livros ‘Encarceramento em Massa (2019) e ‘Prisões: Espelhos de Nós’ (2020).

 

“Como pensar nas condutas criminalizadas e nos corpos marcados por essa criminalização? O que configura um sujeito suspeito e o outro cidadão de bem? Quais são as variáveis possíveis de confinamento? Não apresentamos respostas, mas antes um ponto de reflexão e inflexão para superarmos as fronteiras e os muros das verdades relativas, construídas por interesses alheios aos direitos inalienáveis que nos são usurpados cotidianamente. Esse é um convite para nos olharmos no espelho, romper silêncios e preconceitos, superar confortos e ser ponto fora do lugar”, ressaltou Borges na apresentação.


O resultado, para Solange Farkas, diretora do Videobrasil, desenha um exemplo acabado de como uma questão contemporânea pode ser iluminada por um acervo histórico e vice-versa.

 

“É importante destacar que se nos vemos hoje em um ambiente pouco propício à expansão das parcerias e dos projetos culturais marcados pela defesa da diversidade, da liberdade, do pensamento comunitário e da ampliação das consciências, por outro nunca tivemos tanta certeza da importância de manter vivo – e ativo – um dos acervos mais significativos da produção em vídeo do Sul geopolítico do mundo. Que é, ainda, uma fonte inestimável de pesquisa sobre uma produção artística que tem como marca fundadora e traço recorrente justamente um uso político, combativo e libertário do vídeo”, afirmou Farkas.

Os potentes trabalhos de Caco Souza, Erin Coates, Fernanda Gomes, Luciana Barros, Marcello Mercado, Maria de Oliveira, Marta Nehring e Nilson Araújo também estão na exposição. 

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Divulgação / Coco Fusco

“Confinamentos”, obras acessível a parti

A programação inclui documentários, intervenções performáticas, vídeo-montagem fotográfica e uma série de narrativas visuais

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