CIDADES

28/5/2020  09:09:09

 

Com ascensão do coronavírus, São Paulo flexibiliza quarentena

Por: da Redação

 

Apesar de os números de contágios (86 mil) e mortes (6,4 mil) pela Ecovid-19 no Estado de São Paulo continuarem em ascensão e do desrespeito às regras da quarentena por parte da população, o governador João Doria Jr apresentou ontem (27), quarta-feira, a flexibilização da quarentena com a reabertura de setores da economia no Estado. De acordo com Doria Jr, a partir de 1º de junho, índices de ocupação hospitalar e de evolução de casos em 17 regiões do Estado vão definir cinco níveis restritivos de retomada produtiva, conforme critérios médicos e epidemiológicos, para que o sistema de saúde continue em pleno funcionamento.

 

O plano, segundo Doria Jr, foi elaborado por autoridades estaduais em sintonia com especialistas do Centro de Contingência do coronavírus e do Comitê Econômico Extraordinário, que atuam voluntariamente em apoio ao Estado. Os eixos principais das cinco fases de reabertura também foram discutidos com prefeitos e representantes de diversas associações comerciais e empresariais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O governo divulgou que as normas do Estado autorizam prefeitos de cidades a conduzir e fiscalizar a flexibilização de setores, segundo as características dos cenários locais. Ainda de acordo com o governador, os pré-requisitos para a retomada são adesão aos protocolos estaduais de testagem e apresentação de fundamentação científica para liberação das atividades autorizadas no Plano São Paulo.

As cinco fases do programa de flexibilização apresentadas por Doria Jr vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O objetivo da classificação, de acordo com Doria Jr, é assegurar atendimento de saúde à população e garantir que a disseminação do coronavírus em níveis seguros para modular as ações de isolamento.

A escala será aplicada a 17 regiões distintas do território paulista, conforme a abrangência dos Departamentos Regionais de Saúde (DRSs), que são subordinados à Secretaria de Estado da Saúde. São esses departamentos que determinam a capacidade de atendimento, transferências de pacientes e remanejamento de vagas de enfermaria e UTIs nos municípios.

As fases são determinadas pelo acompanhamento semanal da média da taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivas para pacientes contaminados pelo coronavírus e o número de novas internações no mesmo período. Segundo o governo estadual, uma região só poderá passar a uma reclassificação de etapa - com restrição menor ou maior - após 14 dias do faseamento inicial, mantendo os indicadores de saúde estáveis.

O governador informou que em todos os 645 municípios, a indústria e a construção civil seguem funcionando normalmente e que a interdição total de espaços públicos, teatros, cinemas e eventos que geram aglomerações - festas, shows, campeonatos etc - permanece por tempo indeterminado. A retomada de aulas presenciais no setor de educação e o retorno da capacidade total das frotas de transportes seguem sem previsão.

Acompanhe o Plano São Paulo


Com exceção da capital, todos os municípios da Grande São Paulo e também da Baixada Santista e de Registro permanecem na fase vermelha e não terão nenhum tipo de mudança na quarentena em vigor desde o dia 24 de março. Nas três regiões, o sistema de saúde está pressionado por altas taxas de ocupação de UTI e avanço de casos confirmados de pacientes com coronavírus.

Nas demais fases, haverá flexibilização parcial em diferentes escalas de capacidade e horário de atendimento. A etapa laranja, que abrange a capital e outras dez regiões no interior e litoral norte, prevê retomada com restrições a comércio de rua, shoppings, escritórios, concessionárias e atividades imobiliárias. Os demais serviços não essenciais continuam fechados.

Na fase amarela, haverá reabertura total de serviços imobiliários, escritórios e concessionárias segundo protocolos sanitários. Comércio de rua, shoppings e salões de beleza, além de bares, restaurantes e similares poderão funcionar com restrições de horário e fluxo de clientes.

As regiões que chegarem à fase verde poderão atenuar as restrições ao funcionamento de todos os setores da fase amarela. Academias de ginástica e centros de prática esportiva também voltarão a receber frequentadores, desde que respeitados limites de redução de atendimento e as regras sanitárias definidas para o setor.

Isolamento

O distanciamento social ainda é a principal recomendação para conter a disseminação do coronavírus. Mesmo com a reabertura em São Paulo, há exigência do isolamento social das pessoas de grupos de risco, como maiores de 55 anos, portadores de doenças cardíacas e/ou crônicas e pacientes imunodeprimidos ou em tratamento oncológico.

De acordo com Dimas Covas, que coordena o Centro de Contingência do coronavírus e dirige o Instituto Butantan, a população ainda precisa encarar o isolamento como meta para permitir que os serviços de saúde continuem com capacidade para atender os pacientes com Covid-19 em enfermarias e UTIs.

"Sem medidas de isolamento, nós chegaríamos a algo em torno de 1 milhão de casos no Estado de São Paulo. Nós estamos com 84 mil neste momento. Isto mostra quão efetivas foram as medidas de isolamento", afirmou Dimas Covas. "Com as medidas, foi possível até o momento poupar 65 mil vidas", concluiu.

Divulgação / Governo do Estado de SP

Panorama atual no Estado de São Paulo - Visão por Departamento Estadual de Saúde (DRS)

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