SEGURANÇA

26/11/2020  10:31:11

 

Reabertura das áreas comuns volta a gerar debate entre condôminos

Por: da Redação

 

Para consultor condominial, a decisão da reabertura, ou não, das áreas comuns do condomínio deve passar por assembleia dos moradores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A volta da discussão do retorno das atividades nos espaços comuns dos condomínios vem sendo motivo de debate desde o início da flexibilização da pandemia do coronavírus, causada pela Covid-19. Para muitos moradores, alguns espaços como academia, piscinas, playgrounds já deveriam estar em funcionamento. Mas também existem as pessoas que são contra essa decisão. Um consultor em administração de condomínios, Nicson Vangel, destaca a importância da assembleia virtual, realizada antes de qualquer tomada de decisão, para, segundo ele, “sejam evitados conflitos”.

 

Em Águas Claras, bairro residencial quase 100% formado por condomínios verticais, por exemplo, foram registradas centenas de solicitações de reabertura das áreas comuns dos prédios. Os moradores deram início a campanhas junto aos administradores, com o intuito de chegar também até o governo do Distrito Federal, para que as áreas de lazer sejam reabertas. Alguns moradores alegam que a reabertura é essencial nesse momento, inclusive, para a saúde mental dos moradores.

 

No entendimento do consultor, a palavra final da reabertura está nas mãos dos próprios moradores, que, por meio de uma assembleia virtual, podem tomar a decisão. Na sua avaliação, o mais importante é definir as regras de utilização, para garantir que a utilização seja feita de maneira segura pelos condôminos. Uma das formas sugeridas é estabelecer horários para a utilização e limitação de pessoas nos espaços, por exemplo.

 

Outro ponto destacado pelo profissional, é a importância do respeito aos moradores que são contra a reabertura. “Vale a pena destacar que as regras precisam ser respeitadas por todos, mas sempre tendo o cuidado para que não afetem o morador que é contra a reabertura”, lembrou Vangel.  

 

O consultor também orienta que, caso haja uma resistência por parte do síndico em promover a assembleia virtual, os próprios moradores podem convocar a reunião, desde que haja participação de um quarto (¼) dos moradores, e que sejam estabelecidas as regras para o bem comum.

 

"A solução passa pelo diálogo e pela realização da assembleia virtual, que deve ser realizada antes de qualquer decisão tomada para que sejam sanados os conflitos”, concluiu Vangel.

Arquivo

Mas também existem as pessoas que são contra essa decisão

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