SEGURANÇA

9/6/2020  19:11:56

 

Abertura de prédios comerciais ocorre em período crítico em SP

Por: da Redação

 

Para associação de administradoras de condomínios, locais já vinham adotando boas práticas para garantir segurança em prédios de escritórios no atendimento a empresas de saúde e outros serviços essenciais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A associação de empresas administradoras de condomínios e imobiliárias no Estado de São Paulo saiu em defesa dos condomínios corporativos e de escritórios por entender que estão aptos a abrir as portas ao público, apesar do ainda crescente risco de contágio pela Covid-19. Para a Aabic, as empresas estão em condições de assumir a retomada gradual das atividades com segurança, conforme sugestão da prefeitura da capital paulista. A flexibilização das regras, de acordo com a entidade, liberou a reabertura de concessionárias de veículos e escritórios de serviços na última sexta-feira (5).

 

A Aabic afirma que desde o início da pandemia, a associação vem orientando as empresas de administração condominial a estabelecer critérios e boas práticas para prepará-las para o momento da reabertura.

 

A prefeitura de São Paulo, segundo a associação, emitiu na quinta-feira (4), uma nota reconhecendo a autossuficiência dos condomínios residenciais para decidir sobre procedimentos como exigência de máscaras nos espaços comuns, autorização de obras nos apartamentos e ocupação das áreas de academia e piscina.

 

Para as empresas localizadas em empreendimentos comerciais, porém, a autoridade pública condicionou a reabertura a uma série de regras sanitárias, além da permissão de funcionamento por apenas 4 horas para atendimento ao público.

 

Nos imóveis comerciais, as regras variam de acordo com o ramo de atividade das empresas que operam nas unidades, situação que vem levando as administradoras a buscar um padrão para disciplinar a operação dos condomínios. “Temos empreendimentos onde serviços essenciais como consultórios médicos coexistem com escritórios de prestação de serviços”, disse José Roberto Graiche Júnior, presidente da Aabic. No seu entendimento,  “como as regras são flexíveis para algumas atividades e mais rígidas para outras, precisamos conciliar horários, regras para utilização de áreas comuns e outros critérios”, afirmou.

 

Cartilha com orientações

 

A entidade preparou uma cartilha com orientações gerais sobre as melhores práticas para o retorno dos funcionários aos escritórios, no tocante ao uso das áreas comuns do condomínio. Graiche Junior lembrou que esses estabelecimentos já operavam com trabalho interno e teletrabalho, mas destacou que agora poderão abrir com atendimento ao público durante 4 horas por dia.

 

No material, a entidade reitera essa e outras determinações impostas pela prefeitura, mas também presta recomendações adicionais para que os condomínios consigam se adequar com naturalidade ao maior tráfego de condôminos e colaboradores com a volta das atividades, em especial de atendimento ao público.

 

Alerta sobre possíveis contágios

 

As recomendações, de caráter operacional, envolvem ações ligadas a comunicação, como manter avisos em locais visíveis nas áreas comuns; relacionadas a recepção e atendimento, como disponibilizar máscaras e álcool em gel para os colaboradores; e até de controle do número de usuários nos elevadores. A cartilha também possui alertas para evitar aglomerações nas áreas comuns e dicas para reforçar a limpeza, além de orientações para o serviço de vallet e estacionamento.

 

O documento também recomenda que os colaboradores sejam estimulados a informar a seus superiores caso apresentem algum sintoma da doença, para que assim não mais compareçam ao local de trabalho. A associação lembra que as recomendações podem ser implementadas conforme decisão de cada condomínio com base na análise de suas particularidades, como característica estrutural, disposição física, tipo de ocupação e perfil dos usuários.

 

Condomínios residenciais

 

Para a reabertura gradual dos condomínios residenciais, a associação de administradoras esclarece que as regras de flexibilização também devem ser tomadas de forma criteriosa pelos síndicos, que podem recorrer ao suporte das administradoras para tomada de decisões. “Cada condomínio terá a sensibilidade de definir suas normas com base na própria realidade, considerando o perfil dos moradores e número de funcionários”, alerta Graiche Junior.

 

Ainda de acordo com o dirigente, as definições de normas especiais para este período foram tomadas pelos próprios empreendimentos desde o início do período de distanciamento. Sendo assim, as decisões para reabertura devem seguir os critérios de prevenção e segurança adotados de forma bem sucedida pelos condomínios na época do fechamento.

Arquivo

A prefeitura condicionou a reabertura a uma série de regras sanitárias, além da permissão de funcionamento por apenas 4h ao atendimento do público

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