MUNDO

29/5/2020   11:12:12

 

EUA: mercado de aluguel não é atingido, vê executivo

Por: da Redação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para o Ceo da Conti Real Estate Investments, Carlos Vaz, apesar da grave crise econômica global provocada pela pandemia do coronavírus, o mercado de aluguel de imóveis nos Estados Unidos apresenta uma perspectiva positiva a curto e médio prazo. Em parte, ele acredita que isso ocorre por causa da maior dificuldade de acesso a financiamento para compra da casa própria imposta pelos bancos, verificada no país desde o início da pandemia.

 

Essa e outras tendências do mercado imobiliário americano para o período pós-pandemia foram discutidas durante o Conti Brazil Summit 2020, realizado pela empresa.

 

A proposta da webinar foi trazer esclarecimentos a investidores sobre a modalidade multifamily, tradicional nos EUA, mas inexistente e pouco conhecida no Brasil. Especializada nesse tipo de investimento, a Conti adquire conjuntos residenciais exclusivamente para aluguel no Estado do Texas e administra esses conjuntos para investidores. É uma forma de investir no mercado imobiliário estadunidense sem adquirir a propriedade e com rendimentos desde o início do investimento.

 

O evento foi originalmente marcado para ser realizado em São Paulo. Por causa da pandemia, em vez de cancelá-lo, a empresa decidiu realizá-lo via online, transmitida de Dallas, na mesma data do evento na capital paulista.

 

O economista Brian Beaulieu, Ceo da ITR - empresa de consultoria econômica especializada em fazer projeções de logo prazo, fez uma análise minuciosa do impacto da pandemia no cenário econômico americano. Segundo Beaulieu, os EUA deverão se recuperar com relativa rapidez da crise gerada pelo coronavírus, com a completa retomada de empregos e de negócios a médio prazo.

 

“Até o terceiro trimestre de 2021, a economia americana deverá apresentar os mesmos indicadores que tinha antes do início da pandemia”, disse Beaulieu, cuja consultoria tem um índice de acerto de 94,7% de suas previsões – entre elas, a crise financeira de 2008.

 

O economista salientou que o impacto no mercado estadunidense voltado para a compra de imóveis sofreu um baque com a paralisação da construção civil e do lançamento de novos empreendimentos, agravando o déficit de moradias que já existia no país. “Com isso, o mercado de imóveis de aluguel deve ficar mais aquecido”, afirmou.

 

Essa tendência foi confirmada por estudos da Conti, apresentados por Vaz. Segundo ele, novas regras exigindo maior alavancagem para financiamento da casa própria, anunciadas pelo governo para atenuar os efeitos da pandemia, também deverão aumentar a demanda pelo aluguel.

 

Apesar da proibição de despejos por quatro meses, determinada pelas autoridades federais para proteger os inquilinos durante a pandemia, Vaz observou que o pequeno aumento no índice de inadimplência no primeiro mês já foi revertido e está voltando ao patamar pré-pandemia.

“Habitação é uma necessidade básica e alugar já é visto pelo americano como solução permanente, principalmente, agora”, disse Vaz, apontando para outras bolhas financeiras que levam o americano médio, em especial os millenials (nascidos a partir de 1990), a desistirem de investir na casa própria: dívidas do crédito estudantil (US$ 1,4 trilhão), do cartão de crédito (US$ 1,08 trilhão) e do financiamento de automóveis (US$ 1,3 trilhão).

 

Para os investidores, Vaz mostrou os indicadores econômicos do Texas – segundo ele, o Estado que mais cria empregos nos EUA – para justificar a confiabilidade do segmento imobiliário operado pela empresa como opção de investimento. “O Multifamily está sendo considerado um ‘porto seguro’ para investidores e fundos nesse período de abrupta instabilidade do mercado de ações”, disse Vaz.

Ilustração/Magal

Em parte, ele acredita que isso ocorre por causa da maior dificuldade de acesso a financiamento para compra da casa própria imposta pelos bancos, verificada no país desde o início da pandemia

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