top of page

30/11/2023        20:20:12

 

Em apenas 41% dos domicílios paulistas a conexão é via computador
Por: Dinho Garcia

 

Apesar da cobertura de domicílios conectados à internet, que, segundo levantamento da Fundação Seade, atende via banda larga fixa 71% dos domicílios com acesso à rede no Estado de São Paulo, chama a atenção que em apenas 41% das unidades a conexão estava associada à presença de computadores, e esse patamar decresceu na série analisada em estudo da Fundação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além disso, um em cada cinco domicílios paulistas é desconectado, ou seja, neles não há computador ou acesso à internet. Em 37% das residências há somente registro de internet, o que sugere a conectividade por outros dispositivos como o telefone celular

O levantamento da Fundação Seade aponta que a conexão à i
nternet nos domicílios paulistas é estabelecida, preponderantemente, por banda larga fixa, apesar de quase uma em cada cinco residências serem conectadas via modem ou chip móvel. “A conexão via banda larga fixa tende a assegurar uma conectividade de melhor qualidade, e sua cobertura cresceu durante o período da pandemia, mantendo-se relativamente estável em 2022”, explico Irineu Francisco Barreto Junior, da Fundação Seade.

 

Conforme a Fundação Seade, a maior parte dos 71% dos domicílios com acesso à rede conectam-se por tecnologia de fibra ótica/cabo de TV. Por outro lado, 18% desses domicílios permanecem dependendo exclusivamente de conexão móvel (via modem ou chip 3G ou 4G), o que leva a limitações do acesso.

 

Esse comportamento difere conforme a condição socioeconômica: a grande maioria dos domicílios das classes A/B dispõe de computador, enquanto esse equipamento é escasso nas classes D/E. “Vale lembrar que a utilização do computador favorece o desenvolvimento de habilidades digitais ligadas a trabalho e educação e, portanto, sua inexistência pode limitar o acesso aos benefícios da internet”, conclui o levantamento.

 

O acesso à internet se difundiu nos domicílios paulistas entre 2019 e 2022, no entanto perduram desafios em assegurar a universalização da conectividade significativa, ou seja, acesso a dispositivo de qualidade, velocidade de conexão adequada e estrutura de rede estável que assegure a transmissão de dados.

 

Os resultados sugerem que os avanços na cobertura dos domicílios e o incremento no número de usuários podem ter representado esforços no enfrentamento das necessidades do período pandêmico, mas que, com a retomada das atividades presenciais, houve uma interrupção dessa expansão. Persistem ainda diferenças no acesso às TICs (meios técnicos usados para tratar a comunicação e informação) usados no processo de comunicação associadas a escolaridade, idade e condição socioeconômica dos usuários, sinalizando desvantagem na qualidade do acesso e suas oportunidades.

 

O levantamento mostra que houve incremento na velocidade de conexão nos domicílios do Estado de São Paulo que acessam a internet. Em 2022, a cobertura de até 20 Mbps, menor registrada na pesquisa, foi reduzida em 19 p.p. em relação a 2019, enquanto a de 51 Mbps ou mais (mais larga) cresceu 20 p.p. no período, tornando-se presente em cerca de um terço dos domicílios conectados.

 

“Esse comportamento sugere um investimento em conexão de melhor qualidade nos domicílios, recurso que permite o usufruto de benefícios como maior estabilidade, além de suportar a realização de uma gama maior de atividades on-line”, destaca o estudo.

 

Para mais informações:

https://sptic.seade.gov.br/wp-content/uploads/sites/16/2023/10/Seade-SPTIC-infraestrutura-acesso-TICs_domicilios-caracteristicas-acesso-individual-internet.pdf

Arquivo

“Vale lembrar que a utilização do computador favorece o desenvolvimento de habilidades digitais ligadas a trabalho e educação e, portanto, sua inexistência pode limitar o acesso aos benefícios da internet”, conclui o levantamento

PUBLICIDADE

Banner Dado 6.jpg
Banner Sicon - vertical.jpg
Banner Festa em Papel (135x250).jpg
bottom of page