MERCADO

17/7/2021   010:25:12

 

 

Com altas da Selic, veja os melhores financiamentos 

Por: da Redação

 

Profissional que atua com portabilidade de crédito imobiliário orienta consumidor a ficar atento, não apenas aos juros nominais, mas a questões como valor do seguro 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com os aumentos promovidos, desde o início do ano, pelo Banco Central (BC) na taxa Selic, os consumidores do crédito imobiliário já percebem seus reflexos na elevação do custo dos empréstimos cobrados pelas instituições financeiras. Segundo a advogada Daniele Akamine, especializada no mercado imobiliário, o movimento, apesar de lento e discreto, pode não terminar tão cedo.

 

Diante disso, a profissional, que atua com portabilidade de crédito imobiliário – migração de uma instituição para outra, sugere ao consumidor que está querendo apressar o negócio da compra do imóvel e busca evitar o momento mais agudo dessas altas da Selic deve comparar os percentuais de cada instituição, levando em consideração, inclusive, questões como seguro e outras taxas.

 

Com dados de julho, Akamine realizou uma simulação de financiamentos com as taxas das instituições. A avaliação considera um imóvel de R$ 800 mil, tendo como entrada R$ 300 mil – sendo os R$ 500 mil financiados, tabela SAC e pagamento em 360 parcelas mensais.

 

Ela observou, por exemplo, que, o chamado Seguro MIP (cobertura por Morte e Invalidez Permanente), mais elevado na Caixa, faz com que o valor total a ser pago no banco estatal (R$ 1,15 milhão) seja mais alto que no Santander (R$ 1,13 milhão), mesmo considerando que este último possui juros nominais mais altos — 7,99% ao ano contra 7,60% na Caixa.

 

“Como se trata, em muitos casos, do bem de maior valor que a pessoa irá adquirir na vida, é importante dar atenção a todos os detalhes e custos envolvidos. Uma pequena diferença pode representar uma enorme economia ou gasto extra no longo prazo, coisa de dezenas, até centenas de milhares de reais”, alertou.

 

Independentemente das diferenças de custos, Akamine acredita que o atual momento ainda seja indicado para quem quer adquirir um imóvel, considerando os juros ainda baixos e o fato da totalidade dos custos decorrentes da alta do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) ainda não ter sido repassada para os empreendimentos.

 

“O momento ainda é pró-consumidor, basta ficar atento às condições”, concluiu.

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Fonte: Akamines Advogados

Com altas da Selic, veja os melhores financiamentos imobiliários (Fonte - Akamines Advogad

Avaliação considera imóvel de R$ 800 mil, tendo como entrada R$ 300 mil – sendo os R$ 500 mil financiados, tabela SAC e pagto. em 360 parcelas mensais