CULTURA E LAZER

11/11/2020   08:57:12

 

Documentário ‘CASA’ aborda cotidiano pessoal da diretora

Por: da Redação

 

Filme de Letícia Simões estreia em São Paulo nesta quinta-feira (12)

 

“CASA”, dirigido e escrito por Letícia Simões, estreia nesta quinta (12), em São Paulo. Numa narrativa pessoal, da própria diretora, o documentário mostra situações corriqueiras, como a infância, as lembranças, a doença, o amor, a profissão, o casamento, revisitando álbuns de família, conversas à mesa de refeições, livros e poemas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em seu novo filme, a diretora Letícia Simões busca extrapolar o caráter íntimo e mostra como que, para cada uma das mulheres de sua família, o cotidiano e a própria vida, ganham contornos diferentes entre si, e que ora se complementam, ora se chocam, revelando suas decisões e suas trajetórias – e como estas, nunca podem ser distanciadas do tempo que experimentaram.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Parece-me muito oportuno que o Casa venha ao mundo nesse momento, em que estamos nos questionando sobre nossos afetos, relacionamentos, limites e identidades. Um dos aspectos mais bonitos de fazer cinema é a troca com o público. Por um lado, fiquei com um certo receio desse aspecto ser perdido nesses tempos de reabertura dos cinemas no Brasil. Contudo, o que tenho visto, com os festivais online e o lançamento de filmes em plataformas digitais, é um forte engajamento das pessoas”, disse Simões.

 

Para a diretora do documentário, apesar da transição, com a reabertura dos cinemas ao público, “a vontade da troca, da partilha e do debate não desapareceram; só estão diferentes. E o que percebi com o CASA, a partir da experiência de suas exibições em festivais, foi essa capacidade de instigar conversas sobre memórias, laços e reinvenções pessoais. Fico muito curiosa para ver como o filme vai reverberar agora, seja nas salas de cinema, seja dentro da própria casa das pessoas”, disse Simões.

 

Trata-se de um filme sobre a relação entre uma mãe e sua filha, e que pretende resgatar a história, por meio de uma narrativa de construção da memória dessa família. “Iniciei o projeto pensando em investigar a tessitura das relações familiares, tendo minha família como ponto de partida, e daí buscar um elo com a história da Bahia e do País. Mas, ao caminhar, outras questões foram brotando, incomodando, agregando. E toda a tensão desembocou em caudalosas possibilidades. Tinha a relação entre mães e filhas em diferentes gerações e todas as possibilidades pertinentes a essas relações. E investigar quais são os personagens que interpretamos para dar conta de todos os personagens que desejamos um dia ser”, explicou a diretora.

 

Nesta família, a filha se culpa por ter se distanciado da mãe após dez anos morando longe, enquanto a mãe não se sente menos culpada por ter colocado a avó num asilo de idosos. O amor e as relações interpessoais entre essas mulheres são o fio condutor da história.

 

Sinopse

 

Letícia, a filha recém-separada, se culpa por ter se distanciado da mãe em dez anos longe de casa; Heliana, a mãe, está encarando uma séria crise depressiva que começou depois da decisão de colocar a sua mãe, Carmelita, num asilo de idosos. Na construção dos espaços de afeto entre essas mulheres, CASA questiona o que é sanidade, o que é memória, o que é o feminino, o que é a solidão, o que é família, o que é casa.

Divulgação

“Parece-me muito oportuno que o Casa venha ao mundo nesse momento, em que estamos nos questionando sobre nossos afetos, relacionamentos, limites e identidades"

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Trata-se de um filme sobre a relação entre uma mãe e sua filha, e que pretende resgatar a história, por meio de uma narrativa de construção da memória dessa família

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