BEM ESTAR

26/1/2021  14:35:34

 

 

Vitória dos inquilinos, que terão contratos reajustados pelo IPCA

Para: da Redação

 

Locatários vencem e IGP-M será substituído pelo IPCA nos contratos novos de 2021 intermediados por uma imobiliária de São Paulo. O objetivo foi reduzir os danos aos inquilinos, já muito impactados pela pandemia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De olho no mercado e nos prejuízos impostos aos inquilinos, com aumentos irreais dos valores dos contratos de locação, uma das maiores imobiliárias de São Paulo, a Lello, decidiu mudar. A partir deste ano, o índice que reajustará os novos contratos firmados entre proprietários e inquilinos residenciais e comerciais será o da inflação oficial no País, conhecida como Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE.

 

O objetivo é reduzir a deformidade no impacto sobre os reajustes definidos pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que vinha acumulando altas exorbitantes, desde março do ano passado, em relação à inflação oficial

 

Segundo Moira de Toledo Bossolani, do Jurídico da imobiliária, “a emergência imobiliária que se coloca é a manutenção dos contratos de aluguéis, atendendo às necessidades de locadores e locatários, já muito afetados pela pandemia de Covid-19, e evitando a desocupação dos imóveis”, afirmou a advogada. 

 

Ela sugeriu que para os contratos anteriores a 2021 a melhor forma é a negociação entre as partes, uma vez que a demanda do mercado de locação está baixa, e é possível encontrar novos imóveis com preços inferiores aos vigentes em contratos. Moira acredita que tal cenário favoreça o inquilino na negociação com o atual proprietário. Outra solução é a de que o proprietário do imóvel, haja racionalmente e reajuste o contrato vencido pela inflação oficial.

 

Logo quando percebeu que o IGP-M muito acima da média poderia impactar negativamente os contratos, a imobiliária, segundo Bossolani, se antecipou e organizou, desde outubro de 2020, uma força-tarefa, inclusive, com a utilização de recursos tecnológicos, provocando e intermediando as negociações entre locadores e locatários.

 

Como resultado, conseguiu segurar a alta prevista pelo índice em 60% dos contratos, com a manutenção dos valores dos aluguéis ou a concessão de abonos. 

 

A imobiliária comunicou-se com os proprietários digitalmente para que eles escolhessem a melhor forma de negociação: não reajustar, aplicar o IPCA em vez do IGP-M ou determinar o percentual de reajuste. 

 

No período mais crítico da pandemia, que impactou seriamente a economia e os empregos em meados de 2020, a Lello divulgou que teve expressiva atuação para negociar descontos nos valores dos aluguéis ou prazos maiores para a realização dos pagamentos. No total, foram renegociados R$ 25 milhões em aluguéis.

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Ilutração / Magal

A partir deste ano, o índice que reajustará os novos contratos firmados entre proprietários e inquilinos será o da inflação oficial do País, o IPCA, do IBGE

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