SEGURANÇA

22/3/2020  12:27:55

 

Coronavírus: associado da Acresce critica não restrição às feiras

Por: da Redação

 

 

 

 

 

 

 

 

O propósito das autoridades sanitárias é reduzir ao máximo as aglomerações e trânsito de populares para, com isso, reduzir os riscos de contágio pelo Covid-19, certo? Parece que não! Esse é o entendimento do engenheiro Paulo Cossa, associado da Acresce, entidade de condomínios, que ficou indignado com o fato das feiras livres terem sido liberadas.

 

Por decisão do governo municipal, todo o comércio tem sido compelido ao fechamento, exceto supermercados, farmácias, bancos e padarias. Por que feiras livres não foram incluídas nesse rol, questionou Cossa.

 

Segundo ele, essa decisão tem que ser revisada com urgência. Afinal, são 10 mil feirantes, em cerca de 900 feiras na capital de São Paulo, "gritando a todos os pulmões e oferecendo seus produtos, tendo à frente deles os consumidores, pondo a todos em risco de contágio", afirmou. 

 

Para o associado da Acresce, trata-se de uma extrema exposição dos feirantes e consumidores, com forte presença de pessoas do grupo de maior risco do coronavírus, os idosos.

 

"A inexistência de espaços entre as barracas e os corredores estreitos que afunilam os consumidores não oferece qualquer segurança contra a propagação do vírus. Além do que, inexistem disponíveis nas feiras livres sanitários públicos ou outra forma de higienização para os feirantes", criticou o engenheiro. O associado da Acresce insistiu: “inexistem banheiros, pias, torneiras, água e dispositivos sanitários mínimos para um evento que congrega milhares de pessoas.”

 

Com esse entendimento, Cossa encaminhou ofício para o subprefeito da Regional Vila Mariana, Fabrício Cobra Arbex, requerendo a imediata suspensão de uma feira livre específica na zona Sul da cidade. No documento, ele demonstra a necessidade de responsabilização dos órgãos da prefeitura e gestores de feiras livres. Fez o mesmo perante o Ministério Público de São Paulo (MP-SP).

 

A Acresce informou que, com objetivo contrário, há um vídeo disponível em redes sociais, em que o vereador George Hato pede ao prefeito Bruno Covas que estenda o horário de encerramento das feiras livres das 13h para 19h. Ou, até mesmo, autorização para a realização das feiras noturnas.

 

Ainda conforme a entidade de condomínios, o vereador sugere para prevenir contaminação que nas feiras não sejam oferecidos pedaços de frutas para a degustação dos clientes. O argumento dos feirantes é de que, por estarem em ambiente aberto, o risco que oferecem é menor que nos supermercados.

 

Conceito que não resiste a qualquer teste de lógica, destaca a Acresce. Isto porque, segundo a entidade, as condições de higiene disponíveis nos supermercados são imensamente superiores às das feiras livres, para as quais o Poder Público não garante a mínima estrutura para a higiene dos feirantes e também não fiscaliza o cumprimento quanto aos aspectos de higiene dos produtos alimentícios oferecidos.

 

Já quanto à extensão do horário de funcionamento das feiras livres, na avaliação do presidente da Acresce, o advogado Adonilson Franco, “se as feiras já constituem problema das 3h às 15h, é de imaginar o agravamento da situação se forem autorizadas a funcionar até às 19h. O que seria ainda pior, se forem autorizadas a funcionar durante a noite. Só quem reside defronte uma feira livre conhece o transtorno – sujeira, barulho, impedimento ao livre trânsito – que representam”, concluiu.

Imagens/USP

Por que feiras livres não foram incluídas nesse rol, questionou Cossa

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