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8/7/2023     11:07:07

 

 

45% vê eficiência como disfarce na exploração do trabalho remoto

Por: da Redação

 

Brasil acumula posições preocupantes quando o assunto é saúde mental, com o primeiro lugar no ranking de ansiedade em nível global, segundo em burnout e quinto em depressão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com a Gallup,  empresa estadunidense de pesquisa, o trabalho remoto tem desgastado mais os profissionais, comprometendo sua saúde mental. Cerca de 86% das pessoas que trabalham de forma remota apresentaram pelo menos 1 dos 12 estágios dentro das seis etapas até o nível máximo de exaustão.

 

“Estamos caminhando para uma realidade em que falar sobre saúde mental já não é mais um tabu. As pessoas estão cheias de problemas para resolver e com cada vez mais dificuldade de lidar com tudo o que acontece em suas vidas”, disse a psicanalista e Ceo do Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas (Ipefem), Ana Tomazelli. 

 

Mais de 67% das pessoas ainda se sentem pressionadas a estarem disponíveis durante todo o tempo, inclusive, fora da jornada "tradicional" conhecida como "horas úteis" ou mesmo fora dos horários combinados previamente, e 45% declara estar trabalhando mais horas do que deveria.

 

De acordo com Tomazelli, “a velha ideia de romantizar o workaholic, de que quanto mais você rala, mais chances terá de receber reconhecimento, não respeitar os próprios limites (ou nem reconhecê-los) também contribui para exaustão, mas é injusto atribuir responsabilidades individuais, quando o problema é sistêmico e quando o medo de perder a fonte de renda é maior do que a coragem de se preservar. Por outro lado, esperar que o sistema mude, no curto prazo, é quase ingênuo da nossa parte, o que nos traz de volta às esferas mais particulares”,  insistiu a psicanalista.

 

Já a Opinion Box, 61% dos brasileiros concordam que o estresse do trabalho já prejudicou sua saúde mental. 72% dos entrevistados disseram que escolheriam trabalhar em uma empresa que tenha programas voltados para cuidados com a saúde mental.

 

Segundo o levantamento, para 59% dos entrevistados, trabalhar presencialmente no escritório traz mais benefícios para a mente e o bem-estar. O que motiva 61% a fazerem essa escolha é acreditar que é importante a interação com os colegas para a saúde mental. 

 

O Brasil acumula posições preocupantes quando o assunto é saúde mental e tudo vai passar pelo trabalho, ou seja, pelas relações estabelecidas nos ambientes físicos ou remotos em que há alguma atividade profissional. 

 

“É necessário entender que estatísticas sociais são estatísticas corporativas. Temos a tendência de colocar a culpa nas empresas, esquecendo que as empresas - e qualquer outra corporação - são representadas por pessoas. Se um jogador de futebol faz algo errado, o que isso significa para o time?”, concluiu Tomazelli. 

 

Tomazelli é idealizadora do Ipefem, fundado em 2019. A profissional apresenta 20 anos de experiência no mercado de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas, com passagem pelas empresas KPMG, Dasa, UnitedHealth Group, Solera Holdings, entre outras. Pós-graduada em Gestão de Pessoas pela FGV, Administração e Gestão de Empresas pelo IBMEC, Psicanálise e Saúde Mental (IBCP). 

Ilustração (Magal)

Mais de 67% das pessoas ainda se sentem pressionadas a estarem disponíveis durante todo o tempo, inclusive, fora da jornada "tradicional", conhecida como "horas úteis", ou mesmo fora dos horários combinados previamente ...

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