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Mercadinhos autônomos em condomínios

6/4/2026      11:45:44

 

 

 

Falhas na rotina, despercebidas por moradores, aumentam os riscos de segurança
Por: da Redação

 

Excesso de confiança, ausência de protocolos e falhas operacionais estão entre as principais vulnerabilidades na segurança condominial

ADS (Divulgação)

Em 2025, o Brasil registrou 20.344 roubos em residências, 26.544 em estabelecimentos comerciais e 329.856 de pessoas transeuntes

A sensação de segurança em condomínios pode ser ilusória. Apesar da presença de porteiros e sistemas de controle, falhas simples na rotina podem permitir falhas ao acesso de pessoas não autorizadas. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2025, o Brasil registrou 20.344 roubos em residências, 26.544 em estabelecimentos comerciais e 329.856 de pessoas transeuntes. Os números mostram que crimes patrimoniais seguem recorrentes mesmo em ambientes considerados protegidos.

 

Para Fabiano Fernandes, executivo de uma empresa de segurança patrimonial, o maior risco está justamente na falsa sensação de controle. Para ele, “na maioria dos casos, não falta estrutura, faltam processos. A rotina gera confiança excessiva, e regras básicas deixam de ser seguidas. É nesse ponto que surgem as vulnerabilidades”, afirmou.

 

Erros que aumentam o risco no dia a dia

 

Conforme o executivo, entre as falhas mais comuns estão a liberação de acesso sem validação adequada, ausência de protocolos para visitantes e prestadores de serviço e a dependência excessiva da atuação individual do porteiro. Outro ponto crítico é a falta de padronização. Sem processos bem definidos, a segurança varia conforme o turno ou o profissional responsável, reduzindo a previsibilidade e abrindo brechas.

 

“A segurança não pode depender exclusivamente da atenção de uma pessoa. É preciso ter procedimento, tecnologia e gestão. Quando isso não acontece, o sistema fica vulnerável, mesmo que exista estrutura aparente”, defendeu Fabiano.

 

Presença física não é garantia de segurança
 

Um dos equívocos mais comuns, na visão de Fernandes, é acreditar que a presença física na portaria é suficiente para garantir proteção. “A presença ajuda, mas não resolve sozinha. Se não houver controle de acesso estruturado, registro de informações e acompanhamento da operação, o risco continua existindo. Segurança é processo, não apenas presença”, insistiu.

 

Além das falhas operacionais, o comportamento dos próprios moradores pode contribuir para situações de risco. Entre os exemplos mais comuns estão a liberação de entrada para desconhecidos, compartilhamento de acessos e descuido com regras básicas do condomínio.

 

Segundo o Secovi-SP, sindicato que representa incorporadoras imobiliárias no Estado de São Paulo, a capital possui mais de 57 mil condomínios residenciais, que concentram milhões de moradores e demandam estruturas cada vez mais complexas de gestão e segurança, o que amplia a importância de processos bem definidos.

 

O uso de tecnologia tem avançado no setor, com soluções como monitoramento remoto, controle de acesso digital e sistemas integrados. No entanto, especialistas reforçam que a tecnologia, por si só, não resolve o problema.

 

“A tecnologia é uma ferramenta importante, mas precisa estar integrada a processos e à gestão. Quando bem aplicada, ela aumenta o controle e reduz falhas. Quando não, vira apenas um recurso subutilizado”, afirmou Fernandes.

 

Caminho passa por gestão e conscientização

Para reduzir riscos, a recomendação é investir na estruturação de processos, treinamento das equipes e conscientização dos moradores.

 

“A segurança começa no comportamento e se sustenta na gestão. Quando existe clareza de procedimentos e responsabilidade compartilhada, o nível de proteção aumenta de forma consistente”, concluiu.

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