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30/12/2025      10:45:34

Consumo, autonomia, rapidez e personalização em 2026 nos condomínios

Por: da Redação

Reprodução de vídeo (SBT Brasil)

Para o ano que se avizinha, a perspectiva é de um varejo mais próximo, automatizado e personalizado

Opção aos moradores, o consumo nos condomínios entra numa nova fase em 2026, mais racional, digital e guiada pela conveniência. Segundo Eduardo Córdova (foto), executivo-chefe e cofundador da market4u, pressionado pelo orçamento e munido de mais informação, o consumidor compara, planeja e exige clareza sobre o valor real de cada produto dentro do próprio edifício.

 

Córdova, que está à frente da maior rede de mercados autônomos da América Latina, avalia que essa combinação de pragmatismo e busca por simplicidade está acelerando transformações no varejo e pavimentando um cenário em que autonomia, propósito e tecnologia passam a ter peso semelhante ao preço na decisão de compra.

 

Para o ano que se avizinha, a perspectiva é de um varejo mais próximo, automatizado e personalizado. “A rotina mais acelerada tornou o consumidor muito menos tolerante a processos lentos. Ele quer resolver tudo no menor tempo possível e no local mais conveniente. As empresas que não entenderem isso vão ver sua competitividade cair”, sentenciou o executivo.

 

A seguir, Córdova relacionou e comentou cada uma das principais tendências, que, na sua visão, acompanharão o futuro dessa alternativa de consumo.

Divulgação

“O futuro do consumo não é vender mais, é simplificar a vida das pessoas. Quem entender isso primeiro vai liderar a próxima década”, concluiu Córdova

1. Mercados autônomos deixam de ser tendência e viram infraestrutura urbana

Os minimercados instalados em condomínios, antes vistos apenas como conveniência, passam a fazer parte da rotina urbana. A previsão é de expansão acelerada do modelo para hubs corporativos, hospitais, universidades e prédios comerciais. “Se o consumidor não quer se deslocar, o varejo vai até onde ele está”, resumiu Córdova.

 

2. Autonomia total na jornada de compra

O autoatendimento evolui para lojas 100% inteligentes, sem atendentes e sem filas. Biometria, pagamentos invisíveis e reconhecimento por câmera devem eliminar etapas manuais. “O modelo sem atrito, que hoje impressiona, será o novo normal”, prevê o executivo.

 

3. Inteligência artificial preditiva no centro do abastecimento

Para reduzir rupturas e desperdícios, redes autônomas passam a operar com algoritmos capazes de antecipar demandas por público, região, estação e até horários. “Ter o produto certo, no local certo, no momento exato será a régua de eficiência do varejo em 2026”, afirmou Córdova.

 

4. Proximidade e micro abastecimento substituem parte da compra grande

A ida mensal ao hipermercado perde espaço. O consumidor passa a fazer compras menores, porém mais frequentes, reduzindo desperdícios e otimizando tempo. Esse movimento deve impulsionar o crescimento de lojas compactas e alterar a lógica de distribuição urbana.

 

5. Pix como padrão definitivo e avanço dos pagamentos invisíveis

Com mais de 170 milhões de usuários, o Pix se consolida como meio de pagamento central no varejo. Para 2026, a expectativa é que o sistema dê origem a transações que acontecem em segundo plano, sem etapas manuais, e sem fricção.

 

6. Preços e ofertas personalizados em tempo real

A combinação de IA, histórico de consumo e dados geográficos permitirá ofertas personalizadas por condomínio, horário, clima e até comportamento coletivo. Para o consumidor, promoções mais relevantes. Para o varejo, ganhos consistentes de eficiência.

Com autonomia, tecnologia e proximidade avançando lado a lado, o varejo caminha para um modelo menos burocrático e totalmente integrado à rotina. “O futuro do consumo não é vender mais, é simplificar a vida das pessoas. Quem entender isso primeiro vai liderar a próxima década”, concluiu Córdova.

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