CIDADES

9/11/2020  11:15:23 

 

Imobiliária defende o não reajuste dos contratos de aluguel

Por: da Redação

 

Com IGP-M “nas alturas” uma das maiores imobiliárias de São Paulo, afirma que conseguiu segurar aumento nos valores dos contratos de aluguel residenciais para 60% de inquilinos e orienta proprietários a buscar acordos em prol da locação do imóvel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Devido aos últimos meses de aumentos “nas alturas” nos contratos de aluguel, reconhecidos pelas imobiliárias, uma das maiores imobiliárias de São Paulo sugere recuo na prática e convida proprietários e inquilinos a acordos que viabilizem a manutenção dos contratos de locação residenciais.

 

Diante das projeções do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), para novembro, que propôs absurdo aumento de 21% (20,93%) nos contratos com pagamento em dezembro, a Lello decidiu seguir o trabalho de convencimento dos proprietários para que negociem ou abonem o reajuste.

 

O IGP-M, que é referência para o reajuste dos contratos no valor de aluguéis de imóveis residenciais, fechou outubro com outros absurdos 17,94%, em 12 meses. Mas, segundo a Lello, imobiliária com atuação em São Paulo, a tendência é de acordo entre proprietários e inquilinos para não aplicar o aumento.

 

Logo quando percebeu que o índice muito acima da média impactaria negativamente os contratos, a imobiliária afirma que se antecipou e organizou uma força-tarefa, inclusive, com a utilização de recursos tecnológicos, provocando e intermediando as negociações entre locadores e locatários. Com o resultado, segundo a empresa, conseguiu no último mês segurar a alta prevista pelo índice em 60% dos contratos, com a manutenção dos valores dos aluguéis ou a concessão de abonos.  

 

“Considerando que muitos inquilinos ainda não conseguiram se recompor do impacto sofrido pela pandemia de Covid-19, e ainda com o mesmo objetivo de evitar a inadimplência e a desocupação dos imóveis, resolvemos nos antecipar junto aos nossos proprietários para que eles mantivessem o valor do aluguel, sem a aplicação do índice do IGP-M ou considerassem um desconto”, afirmou Moira Regina de Toledo Bossolani, diretora jurídica da imobiliária.

 

Ela destacou que as negociações tiveram como finalidade atender a inquilinos e locadores, na busca do fortalecimento das relações entre os clientes da imobiliária. No período mais crítico da pandemia, que impactou seriamente a economia e os empregos, a empresa divulgou que teve expressiva atuação para negociar descontos nos valores dos aluguéis ou prazos maiores para a realização dos pagamentos. “No total, foram renegociados R$ 20 milhões em aluguéis”, afirma.

 

“Agora, o pesado aumento do IGP-M também demanda nossa atenção, e o diálogo entre proprietários e inquilinos é o melhor caminho para um consenso e o fortalecimento da relação locatícia. Sempre recomendamos a auto composição das partes”, defendeu Moira.

 

A diretora jurídica da Lello observa que, apesar do IGP-M ser o principal índice que rege o reajuste dos contratos de aluguéis, sua aplicação não é uma prerrogativa do proprietário do imóvel.

Ilustração / Magal

"... resolvemos nos antecipar junto aos nossos proprietários para que eles mantivessem o valor do aluguel, sem a aplicação do índice do IGP-M ou considerassem um desconto”, afirmou Moira Regina de Toledo Bossolani”

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