top of page

27/1/2026      11:47:39

 

 

 

Morar em microapartamentos e as adaptações do espaço ao bem-estar

Por: da Redação

 

Os imóveis pequenos são uma realidade no mercado imobiliário e, na opinião da arquiteta Natália de Souza, mudanças no estilo de vida, novos hábitos e um projeto sob medida são essenciais. Para a profissional, o aumento de pessoas que moram sozinhas, casais sem filhos e a praticidade de viver em localidades estratégicas justificam a opção por moradas pequenas que são classificadas em studios (antigamente chamados quitinetes) ou apartamentos.

Banner do anunciante Psicóloga OnLine
Banner do anunciante Sicon

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Banner de anunciante

Kelly Queiroz (Divulgação)

Enquanto o apartamento apresenta as tradicionais divisões entre dormitórios, cozinha e sala, o studio é totalmente integrado, com exceção do banheiro

Arquitetonicamente falando, a diferença entre esses perfis de imóveis está na distribuição do layout. Enquanto o apartamento apresenta as tradicionais divisões entre dormitórios, cozinha e sala, o microapartamento é totalmente integrado, com exceção do banheiro. “Geralmente, o studio é mais vantajoso financeiramente e com uma planta mais otimizada”, contou a arquiteta.

 

E por receber toda a morada em um mesmo espaço, torna-se uma premissa que o morador mantenha o local sempre limpo e organizado para o seu bem-estar. “Cheiros de comida e bagunça visual, por exemplo, podem atrapalhar até na hora de dormir”, disse a profissional. Por isso, viver em um microapartamentos exige planejamento, organização e, principalmente, adaptação

 

A redução de espaço físico exige uma mudança de mentalidade. “É praticamente indispensável ter um estilo de vida mais minimalista para viver em um studio”, afirmou a arquiteta Gabrielle Ravanelli, que é do mesmo escritório de Souza. De acordo com ela, Isso significa ter apenas o necessário, tanto para facilitar a rotina, quanto para evitar distrações e ansiedade provocadas por ambientes carregados, buscando sempre ampliar a morada sem, de fato, preenchê-la completamente", comentou.

 

Na avaliação das arquitetas, a marcenaria entra como aliada com a produção de móveis multifuncionais como sofá-cama e mesas retráteis, junto com a serralheria que entrega adaptações com a TV pendurada no teto. “É preciso encontrar um equilíbrio entre aproveitar o máximo possível, mas sem exagerar na quantidade de móveis. Caso contrário, o apartamento perde funcionalidade”, destacaram.

 

Como ampliar e personalizar

Kelly Queiroz (Divulgação)

Com vista para a Catedral Ortodoxa Antioquina de São Paulo, neste studio de 21m² a arquiteta Natália de Souza aposta na luz natural que adentra o fechamento de vidro na varanda 

Souza e Ravanelli acreditam que nos microapartamentos, soluções inteligentes de armazenamento fazem toda a diferença. "Armários superiores com profundidade de, no máximo 35 cm, e instalados a partir de 90 cm do chão, criam leveza visual e evitam a sensação de sufocamento", disseram.

 

Abaixo dessa referência, o ideal é trabalhar com 60 cm de profundidade. “A escolha dos armários e móveis precisa respeitar a rotina da pessoa. Sempre avaliamos os hábitos como o fato de trabalhar no imóvel, cozinhar ou a pretensão de passar mais ou menos tempo nele. Essas questões impactam diferentemente no projeto (que possa ser apresentado para o espaço)”, ressaltou de Souza.

 

Na cozinha, a arquiteta lista que o básico é dispor de gaveteiros organizadores, panelas específicas para cooktop de indução, cafeteira, air fryer, chaleira elétrica, lixeira com tampa e utensílios organizados por nichos.

 

“Panelas e restos de comida não podem ficar sobre a bancada, que pode ser aberta para os lados, permitindo mais possibilidades. Isso interfere diretamente na qualidade de vida no studio”, alertou Ravanelli.

 

Apesar da área limitada, é totalmente possível imprimir personalidade na decoração de um studio. O segredo está na harmonia e no uso estratégico de cores neutras, texturas naturais e iluminação bem planejada. “Espelhos em locais pontuais, poucos objetos decorativos e quadros cooperam no intuito de promover amplitude visual. Um bom projeto é indispensável para deixar o imóvel aconchegante”, defendeu de Souza. Ela também recomendou o uso de organizadores tais como cestos, nichos e gavetas divisórias – soluções comuns indicadas por profissionais habilitados a organizar os espaços, evitando que itens fiquem espalhados ou acumulem sujeira.

 

A concepção muda de acordo com o objetivo do proprietário. Para moradia fixa, as profissionais, experientes em projetos para esses ambientes, preveem mais áreas de armazenamento, eletrodomésticos maiores (como geladeira) e outras ideias voltadas para o dia a dia do morador. Já para aluguel de curto prazo, conhecido como short stay, não se faz tão relevante um amplo volume de armários e o frigobar resolve bem. “São planejamentos completamente diferentes.”, explicou Ravanelli.

 

Entre os pontos positivos de morar em um studio, as arquitetas defendem o custo mais acessível, a praticidade e a localização privilegiada. “Geralmente, os studios estão em áreas centrais, com acesso fácil ao transporte público. Para quem mora sozinho, isso é uma excelente escolha”, afirmou de Souza.

Por outro lado, os principais desafios envolvem a falta de privacidade - já que todos os ambientes estão integrados -, a área reduzida para organização e a demanda por manter a organização em dia. “A pessoa precisa estar disposta a mudar práticas, pois um studio exige disciplina, principalmente, com relação à limpeza e à quantidade de objetos que se possui”, concluiu Ravanelli.

© Copyright 2009 - Folha do Condomínio.

Todos os direitos reservados.
Artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da Folha do Condomínio OnLine

bottom of page