BEM ESTAR

22/9/2020  10:00:00

 

Mudanças nos condomínios afetam síndicos e moradores

Por: da Redação

 

Isolamento social trouxe novos formatos de gestão condominial


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Assim como acontece na sociedade, os condomínios também tiveram que se readaptar desde o início da crise provocada pelo coronavírus, envolvendo restrições ao nosso cotidiano. Afinal, as transformações nas cidades como a alta do desemprego, mudanças no formato de trabalho e nas relações interpessoais, refletiram-se em uma série de desafios para síndicos e moradores.

Para Leonardo Boz,  executivo-chefe de Operações de uma administradora digital de condomínios, a convivência entre condôminos foi a primeira grande mudança que o isolamento social trouxe. "Com mais pessoas dentro de casa, em regime home office, os síndicos tiveram que lidar com uma superlotação nos condomínios e, por outro lado, uma mudança na convivência. Foi um momento atípico e em cada local tiveram que avaliar as novas regras, já que se tratava de uma situação bastante complexa", afirmou o executivo da LAR.app.

Outro problema comum apontado por Boz foi o barulho dentro dos apartamentos. De acordo com ele, com mais gente em casa, as conversas se tornaram mais frequentes e as obras e pequenas reformas também. Em âmbito nacional, a plataforma GetNinjas registrou um aumento de 18,14% nos pedidos de Reformas e Reparos na semana do dia 26 de julho em relação à semana do dia 08/03. E essas ainda não foram as únicas mudanças, afirmou.

 

Durante o período, também aconteceram: o veto da Lei 14.019 sobre o uso de máscaras em locais públicos, porém, os condomínios não foram citados, deixando a cargo de cada local a decisão, a autoleitura de energia por síndicos, a PL 2.510 que passa a obrigar síndicos e moradores a denunciarem episódios de violência doméstica e a entrada de serviços como mercado e higienização para a rotina dos condomínios. Além disso, houve uma alta na adesão da tecnologia, no caso das assembleias que se tornaram onlines e na digitalização de comunicação e nos processos.

A plataforma de gestão de condomínios, que o executivo representa, por exemplo, iniciou parcerias com algumas marcas para busca a facilitação da vida de moradores. Entre os parceiros citados pela LAR.app: GetNinjas (aplicativo de contratação de serviços), Balance (BRF) (entrega gratuita de ração para cachorro) e o Queima Diária (plataforma de exercícios em casa).

Outro desafio, na avaliação do executivo, trata-se da Lei 14.010 que deixou na mão dos síndicos as decisões sobre a flexibilização das áreas comuns dos condomínios.

 

Boz citou o exemplo de Henrique Luz, síndico de um dos condomínios administrado pela plataforma. Luz afirma que neste caso, teve que avaliar cada ambiente e levar em conta a idade dos moradores do condomínio. "No momento, acho que a flexibilização é bem vinda, desde que feita de maneira responsável e observando as regras de higiene e de distanciamento. Aqui eu sempre discutia a flexibilização com o corpo diretivo do condomínio, acho que é importante trocarmos opiniões e avaliarmos com calma, estamos lidando com uma nova realidade e com a vida de moradores", disse o síndico.

Segundo Boz, o síndico conversou com o corpo diretivo e embora sejam mais conservadores, houve pressão dos condôminos para a flexibilização dos espaços. Para decidir o que seria feito em cada local, Luz realizou uma enquete e com ela teria conseguido ajustar as necessidades e opiniões, tanto de moradores como do corpo diretivo. Neste condomínio, as áreas comuns são utilizadas por uma unidade familiar por vez, mediante a reserva e uso de máscaras. Salão de festa e brinquedoteca continuam fechados por tempo indeterminado.

"Mesmo com as adversidades da pandemia, a crise nos deu um impulso para o que seria o futuro dos condomínios, com fatores sobre convivência e soluções tecnológicas. Outro ponto é que a atuação dos síndicos e das administradoras se tornou ainda mais importante e isso deve prevalecer cada vez mais. Novos assuntos também passaram a ser discutidos, como a entrada de serviços, como supermercados, em condomínios, o que pode ou não o síndico proibir, o papel das administradoras e até, a relevância de escritórios e das grandes cidades", concluiu Boz.

Ilustração / Magal

Durante o período, também aconteceram: o veto da Lei 14.019 sobre o uso de máscaras em locais públicos, porém, os condomínios não foram citados

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