SEGURANÇA

23/1/2021   08:40:30 (Atualizada)

 

 

São Paulo também é atingida com agravamento da Pandemia

Por: da Redação

 

Intensidade da crise sanitária faz a cidade de São Paulo na segunda-feira (25) voltar à fase laranja, sendo que após às 20h, nos dias úteis, e integralmente aos finais de semana e feriados, população deve respeitar as restrições da fase vermelha

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A partir da próxima segunda-feira (25), até o dia 7 de fevereiro, os moradores da capital e Grande São Paulo também serão atingidos com novas restrições no funcionamento do comércio e serviço no município. De acordo com o governo do Estado, a região voltará à fase laranja para conter o aumento de casos, internações e mortes em decorrência do coronavírus. Ainda conforme o governador João Doria Jr, nesse período, nos dias úteis, a região, após as 20h até às 6h e integralmente aos finais de semana e feriados deve respeitar as determinações do Plano São Paulo para a fase vermelha, quando apenas o comércio e serviços essenciais devem abrir. O anúncio do governo foi feito nesta sexta-feira.

Outras nove regiões (Araçatuba, Araraquara, Baixada Santista, Campinas, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista e São José do Rio Preto) voltarão à fase laranja e seguirão as mesmas regras.

 

A partir de segunda, passam a ficar na fase vermelha (a mais rígida do Plano São Paulo) as regiões de Barretos, Bauru, Franca, Marília, Presidente Prudente, Sorocaba e Taubaté, com fechamento de comércios e serviços não essenciais. Até o dia 7 de fevereiro, nenhuma região poderá avançar às fases amarela e verde, as mais flexíveis em relação ao atendimento presencial.  Segundo Doria Jr, "antes que milhões de brasileiros possam ser vacinados, todos nós precisamos lidar com a dura realidade que a pandemia nos impõe neste momento. O aumento no número de casos, internações e óbitos é extremamente preocupante", acrescentou o governador.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com o governo paulista, as medidas foram recomendadas por cientistas e médicos do Centro de Contingência do coronavírus. O grupo de especialistas orienta e aconselha as autoridades estaduais com base em índices epidemiológicos e hospitalares desde a confirmação do primeiro caso no Brasil, há quase 11 meses.

O novo mapa apresentado agora mostra 78% da população de São Paulo na fase laranja e 22% na etapa vermelha.

A fase mais rígida (vermelha) só permite o funcionamento normal em setores essenciais como farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias e hotelaria. Demais comércios e serviços não essenciais só podem atender em esquema de retirada na porta, drive-thru e entregas por telefone ou aplicativos.

Já na etapa laranja, academias, salões de beleza, restaurantes, cinemas, teatros, shoppings, concessionárias, escritórios e parques estaduais podem funcionar por até oito horas diárias, com atendimento presencial limitado a 40% da capacidade e encerramento às 20h. O consumo local em bares está totalmente proibido.

A venda de bebidas alcoólicas no comércio varejista só pode ocorrer entre 6h e 20h. Somente a partir da fase verde, a mais branda, é que essa comercialização poderá voltar a ser feita sem as restrições atuais.

As regiões na fase laranja a partir do dia 25 são Grande São Paulo e as regiões de Araçatuba, Araraquara, Baixada Santista, Campinas, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, São João da Boa Vista e São José do Rio Preto.

Todos os protocolos sanitários e de segurança para os setores econômicos estão disponíveis no site saopaulo.sp.gov.br/planosp e devem ser cumpridos com rigor. Prefeituras que se recusarem a seguir as normas estabelecidas pelo Governo do Estado ficam sujeitas a sanções judiciais.

Dados da pandemia

Com os dados epidemiológicos semanais divulgados nesta sexta (22), a média estadual passou de 287,9 para 348,6 novos casos a cada 100 mil habitantes. A taxa de novas internações subiu de 49,3 para 54,1 a cada 100 mil habitantes, e as mortes foram de 5,8 para 7,1 a cada 100 mil habitantes. A aceleração no contágio preocupa o Centro de Contingência, que reforçou o alerta aos 46 milhões de habitantes de São Paulo.

"O cenário para os próximos dias não é tranquilizador, muito pelo contrário, são sombrios. Nós temos risco em São Paulo, se não tomarmos as medidas necessárias, de em pouco tempo termos dificuldade de oferecer leitos de UTI para pessoas que necessitem de tratamento", declarou João Gabbardo coordenador executivo do Centro de Contingência. "São Paulo apresenta um óbito a cada seis minutos. O tempo que demorarmos para tomar as medidas necessárias vai significar óbitos nesta velocidade."

A pressão sobre o sistema hospitalar é preocupante. A média de ocupação de leitos de UTI por pacientes graves de Covid-19 passou de 67,5% para 71,1%, com 18,9 vagas exclusivas para coronavírus a cada 100 mil habitantes. Assim, o governo do Estado endureceu o parâmetro de ocupação UTI Covid-19 de 80% para 75% para a fase vermelha e também cancelou a realização de cirurgias eletivas.

Ainda de acordo com o governo estadual, sem as medidas mais restritivas e com o atual ritmo de internações em UTI, em 28 dias o sistema de atendimento hospitalar para pacientes graves com a doença poderia se esgotar. Nesta sexta, a Secretaria de Estado da Saúde anunciou a ampliação de 756 leitos para pacientes infectados pelo coronavírus em todo o Estado, sendo 450 de enfermaria e 306 de UTI.

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Governo do Estado de SP / Divulgação

O novo mapa apresentado agora mostra 78% da população de São Paulo na fase laranja e 22% na etapa vermelha

Governo do Estado de SP / Divulgação

João Doria Jr, governador do Estado de São Paulo

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