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9/3/2026      15:00:45

 

 

 

Apesar da alta acima da inflação em 2025, taxa condominial tem inadimplência estável

Por: da Redação

 

Juros, inflação e custos operacionais, como folha de pagamento e segurança, explicam pressão sobre o valor da taxa

Foto: FdC

No período, o valor médio do condomínio ficou em R$ 828,13, o equivalente a 54,6% do salário mínimo vigente em 2025 (R$ 1.518)

Levantamento nacional realizado por uma plataforma de gestão financeira imobiliária e condominial mostra que a taxa de condomínio encerrou 2025 com alta superior à inflação do período. Enquanto, segundo o IBGE, o IPCA (inflação oficial) fechou o ano em 4,26% a taxa cobrada dos moradores subiu 6,8%. Apesar dessa elevação, a inadimplência encerrou 2025 estável, com média de 6,28%, leve queda de 0,02 ponto percentual frente a 2024. No ano, o maior nível foi registrado em junho (7,19%), e o menor, em dezembro (5,87%).

 

No período, o valor médio do condomínio ficou em R$ 828,13, o equivalente a 54,6% do salário mínimo vigente em 2025 (R$ 1.518). Na comparação com o mínimo atual (R$ 1.621), esse valor corresponde a 51,1%.

 

Condomínios com taxas menores têm mais inadimplência

 

Em relação ao valor, as taxas de condomínio foram segmentadas em alta, média e baixa, considerando abaixo de 500 reais como baixa e acima de 1000 reais como alta. É possível perceber que a hierarquia por faixa de taxa mostra que condomínios de taxa baixa apresentam as maiores inadimplências, seguidos pelos de taxa média e, por último, pelos de taxa alta.

 

Na avaliação de João Baroni, diretor de Crédito da plataforma de gestão condominial, “a alta da taxa de condomínio acima da inflação reflete uma combinação de fatores: juros elevados, que encarecem contratos e serviços, inflação ainda pressionando itens do dia a dia e custos operacionais que pesam no orçamento, especialmente folha de pagamento e investimento em tecnologia e segurança. Esse conjunto empurra o valor da taxa para cima”, disse.

 

Ainda conforme Baroni, “apesar da pequena queda na inadimplência condominial, os valores das taxas de condomínio trazem preocupação, já que comprometem a renda e o poder de compra dos brasileiros.”

 

A partir do levantamento, ao analisar as regiões do Brasil em 2025, o Norte aparece como a de maior inadimplência condominial no País, com 7,86%, seguida pelo Nordeste (6,09%) e Sudeste (5,93%). O Centro-Oeste vem na sequência, com 5,70%, enquanto a região Sul registra a menor média, de 4,74%. No ano passado, o pico regional de inadimplência ocorreu também no Norte, com 9,63% em setembro.

 

Já as taxas de condomínio mais altas foram registradas no Nordeste (R$ 885,08), Norte (R$ 868,79) e Sudeste (R$ 848,47), todas acima da média nacional. Em 2024, as taxas médias dessas regiões eram de R$ 826,51, R$ 802,82 e R$ 793,54, respectivamente. Em seguida, aparecem Centro-Oeste (R$ 735,64, ante R$ 676,11 em 2024) e a região Sul (R$ 661,26, frente a R$ 627,49).

 

Na comparação com o salário mínimo atual (R$ 1.621), a taxa média de condomínio, em valores nominais, equivale a 54% no Nordeste e no Norte, 52% no Sudeste, 45% no Centro-Oeste e 41% no Sul.

 

Segundo a plataforma de gestão condominial, responsável pelo levantamento, a base de dados que embasa o índice é a maior do gênero no País e é composta por aproximadamente 130 mil condomínios de todas as regiões do Brasil, somando mais de 6,3 milhões de unidades (casas e apartamentos). A pesquisa considera o valor da taxa de condomínio e, para o cálculo da inadimplência, contabiliza boletos em atraso há mais de 90 dias. Todos os dados são anonimizados, ou seja, não são passíveis de associação a um indivíduo, direta ou indiretamente. 

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