CIDADES

2/6/2020  09:17:42

 

Em São Paulo, mercado de imóveis novos já registra recuo em abril

Por: da Redação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Com queda de 28,3% na venda de imóveis residenciais novos (1.923 unidades) no mês de abril, em relação ao mês de março ((2.683 unidades), na cidade de São Paulo, o mercado já reflete o recuo dos negócios imobiliários com a crise provocada pela pandemia. Os dados são do sindicato das imobiliárias no Estado (Secovi-SP) e também apontam para retração de 27,7% frente a abril de 2019, quando foram vendidos 2.658 imóveis novos. Em termos monetários, o cenário é mais preocupante, disse Celso Petrucci, economista-chefe do sindicato, já que o Valor Global de Vendas (VGV) de abril, de R$ 539 milhões, apresentou redução de 48,1% em relação a março e de 57,1% comparado a abril do ano passado.

 

Abril foi o segundo mês consecutivo de redução nas vendas, tanto em comparação com março quanto em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado reflete um cenário totalmente diferente que o mercado vinha apresentando até fevereiro deste ano, observa a entidade.

 

Outro efeito da quarentena sobre o mercado imobiliário é a maneira com que os negócios estão sendo fechados: a maioria das transações ocorre remotamente. “O processo digital, que vinha sendo implantado em boa parte das empresas, teve de ser acelerado devido à pandemia, e foi bem aceito pelo público”, afirmou Petrucci.

 

A entidade das imobiliárias divulga que no acumulado de 12 meses (maio de 2019 a abril de 2020), as 51.162 unidades comercializadas representaram um aumento de 60,2% em relação ao período anterior (maio de 2018 a abril 2019), quando foram negociadas 31.944 unidades. O VGV atingiu R$ 539,1 milhões, 48,1% abaixo do registrado em março (R$ 1,04 bilhão) e 57,1% inferior ao volume de abril de 2019 (R$ 1,3 bilhão) – valores atualizados pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção) de abril de 2020.

 

Queda de 44,5% na oferta frente a abril de 2019

 

Ainda de acordo com o Secovi-SP, em termos de lançamentos, os dados divulgados pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), informa que a capital paulista totalizou em abril 1.902 unidades residenciais, volume 8% superior ao apurado em março de 2020 (1.761 unidades) e 44,5% abaixo do registrado em abril de 2019 (3.424 unidades).

 

No acumulado de 12 meses (maio de 2019 a abril de 2020), os lançamentos na cidade somaram 63.963 unidades, 57,5% acima das 40.617 unidades lançadas no mesmo período do ano anterior (maio de 2018 a abril de 2019).

 

A capital paulista encerrou o mês de abril com a oferta de 33.968 unidades disponíveis para venda. A quantidade de imóveis ofertados foi 0,7% inferior à registrada em março de 2020 (34.205 unidades) e 55,2% acima do volume de abril do ano passado (21.882 unidades). Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (maio de 2017 a abril de 2020).

 

Por faixa de preço, o sindicato informou que os imóveis com valor de até R$ 240 mil lideraram os indicadores de vendas (1.346 unidades) e de oferta final (16.133 unidades), tiveram a maior Venda Sobre Oferta-VSO (7,7%) e a maior VGV (R$ 254,5 milhões). Unidades na faixa de R$ 240 mil a R$ 500 mil registraram a maior quantidade de lançamentos (1.079 unidades). Os imóveis com preços superiores a R$ 1,5 milhão tiveram o maior VGO (R$ 5,6 bilhões).

 

Considerando a metragem, os imóveis com menos de 45 m² de área útil lideraram em todos os indicadores: vendas (1.667 unidades), oferta (22.403 unidades), VGV (R$ 375,5 milhões), Valor Geral de Oferta - VGO (R$ 5,4 bilhões), lançamentos (1.836 unidades) e apresentaram o maior VSO (6,9%).

 

Os imóveis de 2 dormitórios destacaram-se em todos os indicadores: vendas (1.491 unidades), oferta (19.271 unidades), VGV (R$ 356,3 milhões), VGO (R$ 6,1 bilhões), lançamentos (1.144 unidades) e no VSO (7,2%), resultado das 1.491 unidades comercializadas em relação aos 20.762 imóveis ofertados.

 

A análise por zonas da cidade demonstra que a região Sul liderou em vendas (572 unidades), oferta (11.391 unidades), lançamentos (587 unidades) e VGV (R$ 167,1 milhões). A Zona Norte registrou o maior VSO (7,8%) e a região Oeste ficou com melhor VGO (R$ 7,2 bilhões).

 

A pesquisa revela que o mercado de imóveis econômicos continua atraindo o interesse dos compradores. As 1.342 unidades vendidas nesse segmento representaram 70% do total comercializado no mês.

 

Acesse a pesquisa completa.

Perspectiva/Arquivo

Os dados são do sindicato das imobiliárias no Estado (Secovi-SP) e também apontam para retração de 27,7% frente a abril de 2019, quando foram vendidos 2.658 imóveis novos

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