SEGURANÇA

16/7/2020  09:33:03


Autônomo, síndico pode gerir áreas comuns, diz executivo
Por: da Redação

 

Diante das pressões oferecidas pelo mercado, alguns setores começaram a se mobilizar para uma possível retomada, como é o caso do setor imobiliário. Na pauta principal, está o papel dos síndicos nas decisões de reabertura das áreas comuns dos condomínios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Embora alguns setores tenham retomado suas rotinas, ainda há muita gente em casa, com isso, eles passaram a pressionar os síndicos para decidirem mais rapidamente como ficará a realidade de cada local – principalmente, no que diz respeito às áreas comuns, já que conseguiriam, neste período, utilizar melhor e por mais tempo esses espaços", afirmou o co-fundador e COO da LAR.app, Leonardo Boz, considerada a primeira administradora digital de condomínios.


Para solucionar dúvidas e questionamentos acerca do assunto o executivo listou algumas iniciativas que podem ser adotadas pelo síndico:

Avaliação da realidade do condomínio

 
Conheça os moradores e busque entender qual a realidade desse condomínio em que atua. Qual o perfil dos moradores, se são mais velhos, por exemplo, é preciso ter em mente que fazem parte do grupo de risco do Covid-19. Se há um equilíbrio de idade ou se são, em sua totalidade, mais jovens, isso é o primeiro passo para entender por onde começar a traçar planos para a flexibilização.

Atenção para cada espaço


Temos como áreas comuns espaços de lazer, salão de festas, piscina, academia, quadras, salas de jogos e lavanderias, além de hall de entrada, elevadores, escadarias e elementos da fachada do prédio.

 

Tendo em vista, portanto, a idade dos condôminos, Boz sugere a avaliação de cada espaço, separadamente, para então decidir a reabertura de acordo com as características de cada local. "A reabertura de uma quadra ou academia é diferente de uma sauna, piscina, academia ou salão de festas, onde a circulação de ar é mais restrita, por exemplo. Por isso é preciso essa avaliação", mencionou.

Ninguém está imune


Embora novas medidas de flexibilização tenham sido divulgadas, na avaliação do COO é importante entender que ninguém está imune, mesmo aquele condomínio que tem um perfil de pessoas mais jovens.

 

Tendo isso em mente, Boz defende que é importante trazer medidas de proteção para dentro dos prédios. Como por exemplo, estabelecer número de pessoas no elevador, medidas de distanciamento e de utilização de áreas comuns. Ele insistiu que “é importante permanecer também fazendo o uso da máscara, limpeza frequente das áreas de circulação como elevadores, garagens e hall e claro, ainda evitar aglomerações para reduzir o risco de transmissão e contágio pelo coronavírus”.

Comunicação


Ainda conforme o executivo, é importante também que o síndico lembre que embora a prerrogativa esteja em sua mão, o ideal é que ele não se torne autocrático na hora de tomar a decisão, justamente por conta da variedade de perfis em um condomínio. “É sempre indicado que o síndico recorra ao seu conselho e moradores que participem da gestão do dia a dia, para que essa escolha seja a mais coletiva possível e benéfica para todas as pessoas”.

 
Leonardo Boz concluiu, afirmando que é necessário também investir em comunicados explicativos aos moradores sobre o uso de cada espaço. Nesse sentido,  “tentar manter uma comunicação para entender o que é ou não necessidade daquele condomínio, afinal, como está na mão do síndico as decisões de flexibilização, cabe a ele buscar as melhores formas para gerir o condomínio e criar soluções que cuidem do bem estar social e saúde dos moradores”.

Ilustração/Arquivo

Na pauta principal, está o papel dos síndicos nas decisões de reabertura das áreas comuns dos condomínios

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