28/11/2025 10:55:00
Os riscos da ‘carona' para estranhos na entrada do condomínio
Por: Dinho Garcia
No primeiro semestre de 2025, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), foram registrados 1.429 casos de roubos a condomínios no Estado de São Paulo. Apesar de se tratar de uma redução de 7,63%, em relação ao mesmo período do ano anterior, os condôminos devem estar atentos às regras condominiais de segurança.
Uma das formas mais comuns de vulnerabilidade do condomínio são as chamadas ‘caronas’ na entrada do edifício, quando estranhos se aproveitam para entrar no edifício junto com o morador. O alerta é de Alexandro Coelho, gerente operacional de uma empresa especializada em segurança.
Segundo o profissional, trata-se de uma das falhas de segurança mais comuns, especialmente, no período de festas de fim de ano, quando é maior o trânsito de pessoas. “O aumento do fluxo de pessoas nos prédios, durante o período de festas, requer atenção redobrada de funcionários e condôminos”, afirmou. Coelho destacou: “um deslize, que pode abrir espaço para a invasão de criminosos”.
"O exemplo mais simples e comum de ‘carona’ é quando o morador entra no prédio e nota a presença de uma pessoa desconhecida atrás dele. Nem todos conhecem os vizinhos do prédio, mas o condômino acaba deduzindo que o indivíduo também seja morador e, por educação, deixa o portão aberto para que ele (também) entre”, contou Coelho.
Uma situação considerada corriqueira como essa, pode acabar em roubo ao condomínio. Em muitos casos, a falha de procedimento recai sobre o porteiro, pois ele está ali justamente para controlar o fluxo de acesso de pessoas ao edifício.
Por falta de conhecimento da própria rotina do prédio e de seus moradores, além de uma possível fragilidade de treinamento, alguns porteiros liberam indiscriminadamente a entrada de visitantes, entregadores de alimentos, água, farmácia, entre outros. Isso tudo compromete a segurança do condomínio.
“O morador, quando entende que faz parte do processo de entrada segura em um prédio, e tem a consciência de sempre colaborar com a portaria com informações completas e que facilitem o trabalho, faz muita diferença. Isso ajuda o porteiro a realizar os procedimentos, que devem ser constantemente reforçados em treinamentos e campanhas mensais”, afirmou Coelho.
O bom e mau uso dos recursos tecnológicos
Os prédios mais novos contam com uma fechadura com biometria ou reconhecimento facial, que ajudam a identificar o morador e são um reforço na segurança. Porém, o gerente operacional alertou que o mau uso da ferramenta também pode abrir uma ‘janela de insegurança’, “a exemplo do morador que abre a porta com sua biometria e, na sequência, deixa ela aberta ou pergunta a um estranho se ele vai entrar”, numa falha de procedimento.
As garagens também são outro ponto de atenção. De acordo com Coelho, elas são um dos maiores riscos, pois muitos moradores entram com os veículos e em alguns casos não fecham os portões. Em outros, esquecem seus controles e pedem para o porteiro abrir o portão, desviando o foco de trabalho do profissional.
“Quando o recurso tecnológico é bem usado, é um ganho para (o controle de acessos) a portaria, pois o porteiro pode focar no mais importante, que é a entrada do morador e qualquer outra pessoa que queira se aproveitar dessa ‘janela de insegurança’”, explicou Coelho.
Divulgação (Freepik)

Segundo o profissional, trata-se de uma das falhas de segurança mais comuns, especialmente, no período de festas de fim de ano








