CULTURA E LAZER

13/1/2021  14:45:34

 

Vídeo da APIB denuncia a devastação da Amazônia

Por: da Redação

 

Com versões em inglês, espanhol, francês e alemão, ação marca início de uma nova agenda de autodefesa dos povos indígenas do Brasil

 

Em novo vídeo lançado nesta quarta-feira (13), nas redes sociais, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) questiona se governos e empresas estão agindo para defender ou para destruir a Amazônia, com a agressão aos povos nativos que habitam aquele bioma há séculos. No  protagonismo, aparece Jair Bolsonaro como um inimigo climático que precisa ser parado e responsabilizado por seus crimes, antes que as consequências sejam graves demais para todo o planeta, defendem os produtores de Climate War, com versões em inglês, espanhol, francês e alemão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em formato de paródia dos noticiários cinematográficos produzidos durante a Segunda Guerra Mundial, o vídeo mostra quais setores produtivos estão contaminados pelas atividades ilegais que desmatam, queimam, contaminam rios e matam indígenas.

 

A técnica utilizada remete à Segunda Guerra Mundial, pois visa explicitar que não se trata de crítica a um país, mas a um governante. Assim como os crimes da Segunda Guerra foram atribuídos a líderes dos governos envolvidos (alguns dos quais chegaram inclusive a serem julgados e condenados), o vídeo denuncia Bolsonaro, atribuindo a ele e não ao Brasil, as práticas criminosas que estão sendo cometidas na Amazônia.

 

Ou seja, o ponto central da produção é a responsabilização de Bolsonaro pelo ataque ao clima global, à biodiversidade da floresta e à vida dos povos nativos. O vídeo defende que ficar do lado da Amazônia é uma atitude patriótica, de defesa do País e de sua viabilidade para os brasileiros.

 

Apesar de crítico e sem exagero, ao alertar o mundo em tom de sátira, o vídeo relaciona a devastação ambiental e o avanço de forças econômicas e criminosas sobre as florestas brasileiras a uma guerra.

 

De acordo com os ativistas e artistas brasileiros que contribuíram para a realização da proposta audiovisual, garimpeiros, madeireiros e invasores de terras demarcadas são um verdadeiro exército da destruição, invadindo territórios que legalmente não lhes pertencem, incentivados pelo presidente do País. Além de uma ameaça imediata à sobrevivência dos povos indígenas, eles representam um risco global devido às consequências climáticas da destruição da maior floresta úmida do planeta.

 

Perseguição aos ativistas

 

Climate Wars marca também o início de uma nova agenda de autodefesa dos povos indígenas. Passada a pandemia, a APIB pretende dar continuidade aos diálogos diretos com governos e parlamentares europeus e estadunidenses, além de uma aproximação com a China ainda este ano.

 

"Queremos que eles apoiem o Brasil, mas da maneira certa, que é nos ajudando a frear a destruição de nossos ecossistemas, recursos naturais e do próprio clima", declarou Sônia Guajajara, da APIB, que divulgou o vídeo em suas redes sociais.

 

O trabalho não traz os créditos dos autores por dois motivos: primeiro, porque o foco deve ser na mensagem do vídeo, não nas pessoas; e segundo, pela assumida perseguição a ativistas que o governo federal vem promovendo com o uso de instrumentos de Estado e paraestatais.

 

De acordo coma APIB, Bolsonaro quer forçar a evangelização de povos indígenas. “Atacou nossos direitos no Supremo, defendendo a questão do marco temporal. Teima em lutar contra o termo povos indígenas, sem entender que sim, somos brasileiros e também somos indígenas. Nenhuma terra indígena - apesar de mais de 600 processos - foi demarcada e muitos povos foram retirados dos territórios à força. O Ibama, ICMBio, Funai foram desmontados e perderam orçamento. Tudo passou para (a gestão) o exército, que foi incompetente, enquanto o desmatamento e as queimadas bateram os recordes da década. O Fundo Amazônia parou, perdemos o acordo com a União Europeia e investidores ameaçam tirar dinheiro de empresas brasileiras. Tudo isso é o Bolsonaro e sua política que ninguém entende, nem quem é de direita”, denuncia a entidade.

Reprodução do Vídeo (Divulgação)

A técnica utilizada remete à Segunda Guerra Mundial, pois visa explicitar que não se trata de crítica a um país, mas a um governante

Banner_França_-_145x240.jpg

Anuncie | Conheça a Folha do Condomínio | Fale Conosco | Cadastre-se
© Copyright 2009. Folha do Condomínio. Todos os direitos reservados
Artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da Folha do Condomínio OnLine