CIDADES

26/7/2020  11:18:18

 

A volta às aulas de Doria Jr pode encontrar escolas sem limpeza

Por: da Redação

 

Na cidade de São Paulo, escolas municipais ficarão sem limpeza, caso decreto da prefeitura não seja cumprido, alerta sindicato patronal do setor

 

Empresas terceirizadas que fazem a limpeza da rede municipal de ensino na capital paulista afirmam que a prefeitura está descumprindo o próprio decreto (59.321), que assegurava pagamento integral de trabalhadores em órgãos públicos durante a pandemia. De acordo com o Sindicato das Empresas de Asseio e Conservação no Estado de São Paulo (Seac), que representa o setor, as contratadas estão há 90 dias sem receber seus pagamentos e afirmam não ter mais condições de honrar com os salários dos trabalhadores.

 

 

 

 

Rui Monteiro Marques, presidente da entidade patronal, afirmou que tentou contato com o prefeito Bruno Covas (PSDB) e com o secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, para tentar reverter o problema, mas, segundo ele, não houve retorno.

 

"Mandamos ofício, ligamos, mas simplesmente não nos atendem de jeito nenhum. Estamos cumprindo o contrato, pagando normalmente os funcionários, mas fica impossível manter os serviços dessa forma. As empresas não têm mais condições de continuar cumprindo com suas obrigações. É financeiramente inviável", alegou Marques.

 

Riscos da Covid-19

 

Conforme o Seac, são 3.941 escolas municipais e 42 Centros Educacionais Unificados (CEUs), que devem sofrer com uma possível paralisação dos serviços, expondo mais de um milhão de estudantes do ensino público municipal e funcionários desses locais aos riscos de contágio do coronavírus (Covid-19). "Não temos intenção alguma de paralisar as atividades, tanto que continuamos pagando todos os salários e benefícios dos prestadores de serviço nessas escolas, mesmo com todo esse atraso nos repasses dos contratos. Mas chegamos ao limite do aceitável", completou o presidente do sindicato.

 

Sistema de controle sanitário é inviável

 

O governador João Doria anunciou a retomada das aulas na rede pública, com início para 8 de setembro, prometendo barreiras sanitárias nas escolas estaduais, com portais de higienização e tótens de álcool gel, metodologia que a prefeitura pretende seguir. Mas, para o advogado do Seac, Leandro Teodoro, “a contratação desse equipamento no município é impraticável”, afirmou.

 

Teodoro explicou que existem diferenças na contratação das empresas de limpeza no âmbito municipal e estadual. Enquanto no Estado as terceirizadas são responsáveis apenas por materiais de limpeza do dia a dia, no município elas têm que arcar com toda a estrutura. "Significa que o governador João Dória pode fazer uma licitação e comprar todas as barreiras sanitárias que prometeu, mas na prefeitura isso fica sob responsabilidade das empresas, que há três meses não recebem os valores dos seus contratos", denunciou.

Arquivo

Segundo sindicato patronal, empresas que fazem o serviço de limpeza e higienização nas escolas municipais de São Paulo estão há 90 dias sem receber e cogitam uma paralisação

Banner_França_-_145x240.jpg

Anuncie | Conheça a Folha do Condomínio | Fale Conosco | Cadastre-se
© Copyright 2009. Folha do Condomínio. Todos os direitos reservados
Artigos assinados não refletem necessariamente a opinião da Folha do Condomínio OnLine