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27/2/2026      16:09:34

 

 

 

Gerenciar da residência o próprio negócio: sonho ou pesadelo?

Por: da Redação

 

Crescimento no número de empresas impulsiona negócios geridos a partir de casa, modelo que alia flexibilidade e organização estratégica

Divulgação

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O trabalho gerenciado de casa não é nem um sonho e nem um pesadelo, mas sim um mix de deveres e responsabilidades que funcionam como impulsionadores para empreendedores.

Com a taxa de empreendedorismo no Brasil alcançando 33,4% e quase 40% da população declarando intenção de abrir um negócio nos próximos três anos cresce também o número de brasileiros que optam por gerir a própria empresa sem sair de casa. Os dados são do relatório Monitor Global de Empreendedorismo (GEM 2024), feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pela Associação Nacional de Estudos em Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas (Anegepe).

 

Desta forma, impulsionado pelo avanço do trabalho remoto e por modelos mais enxutos de operação, o formato home based, modelo de negócio que permite que endereços residenciais sejam usados para fins fiscais, se mostra como alternativa de baixo custo fixo e maior flexibilidade para quem quer começar o próprio negócio. Tanto que dados da BigDataCorp mostram que o País ultrapassou 64 milhões de CNPJs registrados, com aumento superior a 16% no número de empresas ativas, o que reforça o momento favorável para investir em uma nova jornada empreendedora.  

 

Segundo Guilherme Mauri, sócio-fundador e Ceo do Minha Quitandinha, startup de tecnologia em varejo que atua no modelo de franquia de minimercado autônomo, gerenciar o próprio negócio sem sair de casa é atraente, porque une independência, flexibilidade de horários e diminuição de despesas fixas. Entretanto, também exige mais disciplina e exercício da autonomia cotidiana.

 

“Negócios projetados para funcionar de forma autônoma, sem depender de uma equipe fixa, são ótimos para quem quer começar a empreender, principalmente, por conta das operações mais enxutas e flexíveis. Apesar desse modelo atrair perfis de empreendedores variados, desde aqueles que buscam uma renda complementar até quem planeja mudar de carreira, é essencial que o empreendedor desenvolva disciplina para lidar com uma rotina volátil e que exige dedicação diária”, destacou Mauri.

 

Nem sonho, nem pesadelo

 

O empreendedor pontuou para a Folha do Condomínio OnLine que essa modalidade também pode funcionar como um laboratório para testar possibilidades e alternativas para o negócio e ajustar estratégias com rapidez. “Com a operação remota, é possível experimentar novas ideias de maneira rápida, reajustando processos e estratégias de acordo com a resposta do mercado. Essa flexibilidade se torna um diferencial crucial em um contexto de mudanças econômicas e comportamentais constantes, especialmente, para quem trabalha com varejo", contou o Ceo da Minha Quitandinha. 

 

Para o executivo, o trabalho gerenciado de casa não é nem um sonho e nem um pesadelo, mas sim um mix de deveres e responsabilidades que funcionam como impulsionadores para empreendedores. “O modelo permite redução significativa de custos fixos, amplia a margem de rentabilidade e oferece escalabilidade. Com uma operação estruturada e processos bem definidos, o empreendedor pode inclusive gerenciar mais de uma unidade ao mesmo tempo, como ocorre no caso dos minimercados autônomos”, concluiu.

 

Sobre a Minha Quitandinha

 

Trata-se uma startup de tecnologia em varejo que atua no modelo de franquia de minimercado autônomo. Fundada em 2020, em Balneário Camboriú (SC), a rede de franquias funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, sem intermediários para a realização das compras, com o propósito de proporcionar conveniência, qualidade e segurança a complexos residenciais ou comerciais.

 

Como potencializador de fidelização, a startup passa a explorar um novo conceito: o mercado de super proximidade, que aposta no protagonismo do consumidor e no investimento constante em tecnologias de ponta para oferecer um atendimento cada vez mais assertivo e personalizado. Em 2025, a Minha Quitandinha anunciou a fusão com a Onii, formando a nova gigante do varejo autônomo.

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