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SEGURANÇA

21/7/2023     20:41:11

 

 

Em Moema, falsos policiais civis têm ação frustrada em condomínio

Por: Dinho Garcia

 

Funcionários bem treinados e atualizados fazem a diferença contra a investida de criminosos. Os moradores também podem contribuir, evitando a exposição da rotina da família na internet 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Criminosos estão utilizando artifícios cada vez mais sofisticados para driblar a segurança e invadir condomínios de médio e de alto padrão. Recentemente, bandidos fingiram ser policiais civis para tentar entrar num residencial, localizado em Moema, bairro da zona Sul de São Paulo. De acordo com o UOL, um dos suspeitos, Anderson Rodrigues Bueno, de 41 anos, foi preso na quarta-feira (19), no parque Brasilândia, zona Norte. Outros dois estão sendo procurados.

 

O crime parecia quase perfeito: dois homens, vestidos como policiais civis, com direito a distintivo, chegaram numa viatura caracterizada. Nas mãos, tinham um suposto mandado. Na oportunidade, alegaram estar ali para cumprir busca e apreensão. O porteiro estranhou a ação e não autorizou a entrada da dupla. Com a negativa, os criminosos foram embora. O carro utilizado pelos bandidos foi encontrado horas depois, momento em que as autoridades descobriram se tratar de uma viatura clonada.  

 

O treinamento de porteiros e a não exposição de bens e da rotina por parte dos moradores em redes sociais contribuem na prevenção desse tipo de crime.  A avaliação é da delegada da polícia civil, Jacqueline Valadares, que preside o sindicato da categoria no Estado (Sindpesp).

Segundo Valadares, à medida que a Polícia aperta o combate ao crime, os bandidos criam artimanhas mais complexas para consumar os delitos. No caso de condomínios, a delegada defendeu a capacitação constante, para que profissionais que atuam nas portarias se atualizem com técnicas que permitam checar as informações rapidamente e desconfiar sempre de alguma situação ou conduta suspeita.  

 

“Quando bem treinados, porteiros podem fazer consultas rápidas na internet. Mandados de busca e apreensão, por exemplo, trazem dados que possibilitam qualquer pessoa fazer conferência digital, em tempo real, no site do Tribunal de Justiça. Não é só um papel contendo informações. Tem código de verificação. Se não existir este número de protocolo no portal, é necessário desconfiar da procedência. Pode ser golpe ou a porta de entrada para um roubo, ou sequestro”, alertou a policial.  

Diante de uma situação suspeita, a delegada deu algumas dicas para quem esteja na portaria, como informar, de maneira imediata, o síndico sobre a presença de agentes, e solicitar documentos, como funcionais de identificação, documentos pessoais e o número dos mandados 

 

Valadares acrescentou que, “a partir daí, é possível checar a veracidade de algumas maneiras. Uma delas recai nos dados passados pelos policiais. Estes dados devem conferir com o prefixo da viatura, que, geralmente, é do Distrito Policial (DP) que enviou a equipe ao local. O porteiro também pode entrar em contato por telefone com o próprio DP e perguntar se há uma equipe destacada para cumprir buscas naquele endereço. Persistindo a suspeita, é necessário acionar a Central da Polícia Civil, pelo telefone 197, ou a Polícia Militar (PM), no 190”, afirmou.  

 

Não menos importantes são as orientações da delegada aos moradores de prédios e de condomínios. É recomendável evitar guardar altos valores em espécie em casa e não expor a residência e a rotina da família na internet, sobretudo em redes sociais e aplicativos de mensagens, pelos quais informações correm rapidamente e podem cair em mãos erradas.  

 

A delegada lamentou que, “por experiência, digo que os bandidos invadem casas, na maioria das vezes, já sabendo o que vão encontrar para furtar, ou roubar. Em algum momento, e de alguma forma, os criminosos tiveram acesso a dados sobre a vítima. Isso facilita o crime”, disse.  

 

A profissional ainda frisou que, casos de bandidos com disfarce de agentes da lei não são comuns, até mesmo porque este tipo de crime costuma ter resposta rápida da força policial. “A população pode ter a certeza de que esses casos são investigados com afinco e celeridade, para que a instituição policial, que tanto se desdobra para proteger a sociedade, não tenha sua integridade maculada”, concluiu a presidente do Sindpesp. 

Reprodução/Redes Sociais

O crime parecia quase perfeito: dois homens, vestidos como policiais civis, com direito a distintivo, chegaram numa viatura caracterizada. Nas mãos, tinham um suposto mandado

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