16/3/2026 14:35:00
Dados revelam recuo consistente na inadimplência do aluguel residencial no País
Por: da Redação
Foto: Jo Capusso
"Quando diferentes regiões e Estados recuam ao mesmo tempo, o indicador passa a mostrar um quadro mais consistente de estabilização em patamares mais baixos”, disse Takahashi

A inadimplência no aluguel residencial no Brasil voltou a recuar em março e atingiu o menor patamar desde o início da série histórica monitorada pelo Índice de Inadimplência de Aluguéis apurado por uma empresa que presta serviços financeiros para imobiliárias. Segundo esse levantamento, 5,4% dos contratos de locação apresentaram atrasos superiores a 15 dias na edição deste mês, abaixo dos 5,7% registrados em fevereiro. O resultado supera o antigo piso da série e apresenta uma trajetória de queda observada desde o fim de 2025.
“A melhora em março foi relativamente disseminada, o que reforça a leitura de que não se trata de um movimento pontual. Quando diferentes regiões e Estados recuam ao mesmo tempo, o indicador passa a mostrar um quadro mais consistente de estabilização em patamares mais baixos”, afirmou Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
O pico havia sido de 7,0%, em julho de 2024
O indicador reúne informações de 500 mil contratos de Fiança Aluguel sob gestão da prestadora de serviços imobiliários em todo o Brasil, atividade em que a empresa se apresenta como líder. “A queda para 5,4% em março reforça uma trajetória de melhora que já vinha sendo desenhada nos últimos meses. Mesmo em um cenário ainda desafiador para o orçamento das famílias, o mercado de trabalho segue sustentando a capacidade de pagamento dos aluguéis”, comentou o gerente de dados.
Takahashi destacou que contribuem para a redução da inadimplência fatores como o número de vagas de trabalho em níveis historicamente baixos, o reajuste do salário mínimo e uma acomodação recente de pressões sobre o custo de vida, o que ajuda as famílias a reorganizar o orçamento.
Melhora regional e avanço disseminado entre os Estados
A queda para o novo recorde de 5,4% foi acompanhada por recuo em todas as grandes regiões monitoradas. No Sul, o índice caiu para 5,1%, ante 5,5% em fevereiro. No conjunto formado por Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a taxa recuou de 6,5% para 6,4%. Já o Sudeste passou de 5,8% para 5,5%.
No recorte por Estados, o Rio de Janeiro registrou a menor taxa entre os Estados analisados, com 4,1% dos contratos em atraso. O Espírito Santo veio em seguida, com 4,3%, e o Paraná marcou 4,6%. Na outra ponta, Minas Gerais permaneceu com o maior índice, de 6,2%, embora também tenha mostrado melhora em relação aos 6,4% de fevereiro. Em São Paulo, a taxa caiu para 5,5%, acompanhando o movimento de redução observado na região Sudeste.
Metodologia
O Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) é um indicador mensal desenvolvido pela Loft para acompanhar a proporção de contratos de locação residencial com atraso superior a 15 dias. O levantamento considera 500 mil contratos ativos de Fiança Aluguel sob gestão da companhia. A metodologia prevê uma janela de três meses para que a imobiliária, responsável pelo contrato de aluguel, informe sobre o atraso.
A amostra abrange todas as regiões do País e um conjunto diversificado de imóveis — de estúdios compactos (antigas quitinetes) a unidades familiares e casas de alto padrão. Os dados são processados e consolidados mensalmente, com o objetivo de oferecer uma visão abrangente e precisa da inadimplência no mercado de locação brasileiro.





