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25/5/2024     19:49:55

 

 

Condomínios no RJ e MG aderem a fazendas solares do interior

Por: da Redação

 

Segundo administradora, em Minas Gerais, desconto em condomínios chegam em torno de 15% na conta de luz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No Rio de Janeiro, cerca de 40 edifícios do portifólio da Estasa Administradora de Condomínios aderiram neste mês ao modelo de fornecimento de energia remota. A meta é levar a alternativa para a maior parte dos 700 condomínios administrados pela empresa. No entendimento do diretor geral da empresa, Luiz Barreto, “a energia derivada das fazendas solares é opção para os empreendimentos que não possuem espaço físico suficiente para placas solares ou para complementar o consumo daqueles que já possuem algumas placas.  A geração através de fazendas também evita obras no condomínio. Além da redução de gastos em 10%, conseguimos ajudar o meio ambiente com fontes renováveis”, comentou Barreto.   

 

Outra administradora, a Cipa, também está adotando esse modelo. Já são 10 condomínios recebendo energia derivada das fazendas solares. Para a associação de empresas do setor (ABGD), as mudanças regulatórias de 2022 atraíram 2,3 milhões de consumidores residenciais e comerciais para esse modelo de energia.   

 

Já em Minas Gerais, a Solatio Energia Livre possui 500 condomínios entre os clientes, de grande e pequeno porte. A empresa atende imóveis localizados na área da Cemig e a economia oferecida pela empresa gira em torno de 15%.  

 

Segundo a Absolar, associação que congrega empresas do setor, a geração própria solar acaba de ultrapassar a marca de 28 gigawatts (GW) de potência instalada em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos no Brasil, com mais de 3,5 milhões de unidades consumidoras atendidas pela tecnologia fotovoltaica, conforme mapeamento da entidade (Dados de 2024).

 

De acordo com a associação, o País possui mais de 2,5 milhões de sistemas solares fotovoltaicos instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos (fazendas). Foram cerca de R$ 139 bilhões em novos investimentos, que geraram mais de 840,3 mil empregos verdes acumulados no período, espalhados em todas as regiões do Brasil, contribuindo com uma arrecadação aos cofres públicos de mais de R$ 41,7 bilhões. A tecnologia fotovoltaica já está presente em mais de 5,5 mil municípios e em todos os estados brasileiros. 

 

Cresce número de companhias que entram no negócio, também conhecido como “aluguel de energia” ou “energia por assinatura”. Empresas de telecomunicações (Vivo), distribuidoras de energia (Cemig e Equatorial) e bancos (BTG) abriram verticais para aproveitar a Geração Distribuída (GD). 

 

Como Funciona  

 

Essas empresas constroem uma fazenda solar, transferem a energia gerada para a rede da concessionária e recebem de volta o equivalente em créditos. A partir disso, conseguem transferir o valor desses créditos para os clientes residenciais, que passam a fazer parte de uma espécie de “condomínio” em torno da fazenda solar, num sistema de compensação. E, como não há a incidência de tarifas de rede e encargos setoriais para essa energia, a “distribuidora” solar acaba sendo, em média, de 10% a 20% mais barata que a concessionária, que repassa aos consumidores as taxas do setor elétrico. 

 

Em Minas Gerais, A Solatio Energia Livre, união da comercializadora CMU Energia com a Solatio, maior desenvolvedora de projetos solares do hemisfério Sul, viu o número de clientes disparar no último ano. Por conta dos incentivos de ICMS no Estado, o valor da conta pode ficar de 10% a 15% mais baixo para o consumidor. 

 

A CMU atende condomínios, pequenos shoppings centers e residências. “São 140 usinas solares em operação hoje, que produzem juntas 100 MWn de energia. Temos clientes aguardando para aderir ao modelo, por isso, vamos investir 800 milhões para dobrar a capacidade de produção até 2025”, conta Walter Fróes, presidente da CMU.

 

 

 

Os condomínios no Rio de Janeiro pretendem usar créditos de energia injetada por fazendas no interior do Estado, construídas pela Hum Energia Renovável. Rodrigo Henz, gerente de novos negócios conta que a empresa opera 19 usinas de micro e minigeração na região do Vale do Café, no interior fluminense. “A hum investe, monta e opera a fazenda de energia solar remota. O cliente pode fazer contratos de curto prazo e livres de burocracia”, disse. 

 

No Rio, o Condomínio Cores da Lapa, que conta com 700 apartamentos e mais de dois mil moradores, optou pelo modelo misto. As placas no terraço são responsáveis por 70% da economia no gasto de luz. Os outros 30% estão sendo obtidos com contrato com uma fazenda solar. “Nossa fatura era de 50 mil reais. Já estamos com uma economia de 30% nos primeiros anos de uso da energia solar”, contou o síndico Paulo Badin. 

Divulgação

Fazenda solar em Pirapora, em Minas Gerais 

Divulgação

Fazenda solar em Vassouras, interior do Rio de Janeiro 

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