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Mercadinhos autônomos em condomínios

20/5/2026      11:24:57

 

 

 

Depois da digital e da facial, condomínio pode usar na segurança a biometria de comportamento

Por: da Redação

 

Após a adoção da biometria digital e do reconhecimento facial, a biometria comportamental, já em experiência em ambientes corporativos, pode ser uma alternativa de segurança a ser adicionada à validação dos acessos aos condomínios residenciais. Pelo menos essa é a expectativa dos responsáveis pelo sistema, que identifica as pessoas pelo padrão único de comportamento, como modo de caminhar, postura corporal e dinâmica de movimento.

Foto: Jo Capusso

Na avaliação de Tahan, no futuro, o desafio dos condomínios será garantir que esses recursos funcionem de forma integrada, com processos bem definidos e visibilidade completa das operações.

No entanto, na prática, a biometria comportamental não substitui outros sistemas, mas atua como complemento. Um morador pode ser identificado pelo rosto, validado por cadastro prévio e, ao mesmo tempo, ter seu padrão de movimentação analisado. Caso haja inconsistência entre esses elementos, o acesso do morador pode ser bloqueado automaticamente ou direcionado para uma checagem adicional.

 

Segundo Marcio Verderio Tahan, executivo-chefe da empresa que desenvolveu o sistema, diferentemente dos métodos tradicionais, que dependem de uma ação direta do morador/usuário, a biometria comportamental atua de forma contínua e passiva. De acordo com ele, “essa característica reduziria brechas associadas a fraudes, compartilhamento indevido de acessos ou tentativas de simulação”.

 

A argumentação do executivo para validar o produto é de que casos recentes indicam crescimento expressivo nos assaltos e invasões, também conhecidos como “arrastões” a residências e condomínios no Brasil, com destaque para a cidade de São Paulo.

 

“Tecnologias como inteligência artificial e deepfakes vêm sendo utilizadas para simular identidades, enviar mensagens manipuladas e até reproduzir a voz de moradores para autorizar acessos. Quando esses fluxos dependem de validações informais ou não possuem registro estruturado, a margem para erro e invasão aumenta significativamente, tornando-se indispensável mecanismos mais robustos de autenticação, capazes de ir além da verificação pontual e combinar múltiplas camadas de validação”, insistiu o representante da empresa.

 

Na avaliação de Tahan, no futuro, o desafio dos condomínios será garantir que esses recursos funcionem de forma integrada, com processos bem definidos e visibilidade completa das operações.

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