SEGURANÇA

15/2/2021  10:16:11

 

 

O perfil do síndico, sua atividade e erros de comportamento

Por: da Redação

 

Com mais de 21,8 mil "profissionais", de um total de 421 mil síndicos no País, a gestão condominial deve contar com a máxima atenção dos síndicos para garantir uma convivência saudável entre os condôminos

 

 

 

 

 

 

 

Quando pensamos em condomínios, é comum lembrarmos de espaços que reúnem muitos moradores. A definição não está errada. Na avaliação de um site que faz cotação de serviços para condomínios, o segmento vai ainda além disso e diante do volume de pessoas e serviços que movimenta é responsável por movimentar anualmente cifras bilionárias no Brasil.

 

A plataforma online divulgou um estudo, denominado “O Perfil dos Síndicos no Brasil”, elaborado pela Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos Profissionais (Abrassp), que reúne uma série de informações consideradas importantes sobre o tema.

 

De acordo com o levantamento, mais de 68 milhões de pessoas moram em condomínios no País. Esses condomínios são administrados por mais de 421 mil síndicos e síndicas. Entre os mais de 421 mil síndicos, pelo menos 21,8 mil são síndicos profissionais, ou seja, gestores contratados para administrar os condomínios.

 

Mulheres são maioria na função

 

Quanto aos valores apurados, no segmento, os condomínios brasileiros movimentam mais de R$ 165 bilhões por ano. Isso representa R$ 452,05 milhões por dia, R$ 18,835 milhões por hora, R$ 313,9 mil por minuto e R$ 5,2 mil por segundo.

 

As mulheres são maioria entre os síndicos, com 51% (216,18 mil), contra 49% de homens (205,2 mil). O maior percentual de síndicos tem entre 46 e 60 anos de idade (46%), enquanto o menor percentual é de síndicos com 30 anos ou menos (12%).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre as características da atividade, o estudo destaca que quando ninguém do condomínio se habilita ou se candidata ao cargo, um profissional pode ser contratado para o desempenho da função, desde que esteja previsto na convenção do condomínio. O documento cita que, de acordo com o art. 1.347 do Código Civil, inclusive, ele não precisa nem ser condômino para exercer o cargo, que pode ser ocupado por até dois anos e renovado depois disso.

Sobre o síndico, a seguir, a plataforma online Cotei Bem relaciona nove comportamentos considerados equivocados à atividade:

 

1 - Não ter o devido conhecimento técnico

 

É indispensável que os condôminos profissionais conheçam a legislação aplicável aos condomínios. Os artigos 1.331 a 1.358 do Código Civil tratam dos “Condomínios Edilícios”, ou seja, condomínios com partes de propriedade exclusiva e partes de propriedade comum dos condôminos.

 

Ao conhecer as leis, eles podem embasar sua tomada de decisões e, assim, evitar uma série de problemas em suas atividades.

 

2 - Não respeitar o quórum para realização de obras

 

Em um condomínio, existem diferentes tipos de obras, cuja realização depende da aprovação de um número mínimo de condôminos.

 

Obras voluptuárias: são as obras estéticas, para embelezar o prédio. Precisam ser aprovadas por ⅔ de todos os condôminos, inclusive os ausentes na reunião.

 

Obras úteis: as que não são necessárias, mas facilitam o uso do edifício, como a cobertura das vagas de garagem, por exemplo. Precisam ser aprovadas pela maioria dos condôminos (50% + 1).

 

Obras necessárias não urgentes de alto custo: obras que precisam ser feitas, mas não há pressa para tal, e quando será necessário um valor elevado para sua realização. Só podem ser feitas mediante autorização da assembleia e aprovação da maioria dos condôminos (50% + 1).

 

Obras urgentes: podem ser feitas sem autorização dos moradores. Porém, caso a despesa seja muito elevada, deve-se convocar imediatamente a assembleia para prestar esclarecimentos. Caso contrário, o síndico pode ter que desfazer o serviço e ressarcir o condomínio com recursos próprios.

 

3 - Divulgar os condôminos inadimplentes de maneira indevida

 

Fazer tal divulgação pode resultar em ações de danos morais contra o condomínio por parte dos condôminos que se sentirem constrangidos. Portanto, o ideal é que se informe a condição de inadimplência ao condômino nos boletos de pagamento ou em comunicados individuais.

 

Caso haja um balancete, por exemplo, ele não deve trazer o nome dos devedores, mas apenas o número da unidade. A lista pode ser apresentada na assembleia de condôminos, também sem expor o nome dos devedores.

 

4 - Oferecer descontos aos condôminos

 

É ilegal que o síndico profissional conceda descontos para os condôminos, quer por atraso ou por qualquer outra situação. Afinal, o dinheiro arrecadado é de todos os condôminos.

 

Uma possível alternativa é propor um parcelamento do valor total ou estender o prazo, desde que isso tenha sido aprovado em assembleia.

 

5 - Deixar de observar as manutenções preventivas do condomínio

 

Dá-se o nome de manutenção preventiva às manutenções que visam evitar futuros defeitos, como a verificação rotineira do funcionamento dos elevadores ou da fiação elétrica por profissionais devidamente capacitados, por exemplo.

 

É fundamental que o síndico tenha um plano de manutenção predial preventiva, o que o permite manter todos os itens em perfeitas condições e evitar maiores gastos futuros. Verificações frequentes por parte do zelador ajudam bastante nesta questão.

 

Além disso, de tempos em tempos, vale investir em visitas técnicas especializadas para instalações mais complexas, como as elétricas, hidráulicas e para prevenção e combate à incêndio, por exemplo.

 

6 - Não controlar bem as finanças do condomínio

 

Assim como acontece nas empresas, é indispensável que os condomínios tenham uma gestão financeira bem controlada. Assim, sabe-se exatamente quanto é arrecadado, quanto é gasto e qual é o destino dos recursos financeiros.

 

Caso o síndico note algo de errado com as despesas, o melhor a se fazer é convocar uma assembleia de condomínio o mais rápido possível para expor o problema e chegar a uma conclusão.

 

7 - Não se comunicar bem com os condôminos

 

Ter uma boa comunicação é essencial. Afinal de contas, o síndico é o profissional a quem os condôminos se dirigirão caso tenham alguma dúvida ou problema. Se a relação não for positiva, os desgastes se acentuarão mais cedo ou mais tarde.

 

Quando a comunicação é clara, respeitosa e saudável, todos os envolvidos são beneficiados, dos condôminos aos profissionais que trabalham ali.

 

8 - Não ser transparente na gestão do condomínio

 

É de suma importância que os síndicos profissionais sejam transparentes em relação à prestação de contas e a quaisquer outros assuntos relacionados à administração do espaço. Afinal, ele é um profissional que está a serviço do condomínio e, por isso, deve deixar tudo às claras.

 

9 - Negar-se a recorrer ao auxílio da tecnologia

 

Por último, mas não menos importante, os síndicos profissionais devem olhar com carinho para a tecnologia, já que ela ajuda a resolver e evitar problemas, de softwares de gestão condominial a sistemas de segurança, passando pelos serviços de condomínio,  por exemplo.

 

Embora este nem sempre seja um pré-requisito, é importante que o profissional se mostre aberto a adotar soluções tecnológicas em seu dia a dia em prol de todos os envolvidos.

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Ilustração / Magal

Entre os mais de 421 mil síndicos no País, pelo menos 21,8 mil são profissionais, ou seja, gestores contratados para administrar os condomínios

Ilustração / Magal

Ao conhecer as leis, eles podem embasar sua tomada de decisões e, assim, evitar uma série de problemas em suas atividades

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