MERCADO

31/3/2021  10:00:01

 

 

Secovi-SP não critica IGP-M, mas sugere punição ao locatário

Por: da Redação

 

“Se o imóvel é ocupado por um bom inquilino, que sempre cumpriu em dia suas obrigações contratuais, o proprietário vai preferir negociar a ter seu imóvel vazio e arcar com os custos de manutenção como condomínio e IPTU.” diz Sartori

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Defensor dos aumentos irreais impostos pelo IGP-M nos contratos de aluguel residenciais, o Secovi-SP, sindicato das imobiliárias, que representa os interesses dos proprietários de imóveis, defende a cobrança do índice e sugere que os valores sejam negociados. Parte mais fraca na negociação, os locatários são pressionados pelas imobiliárias, que utilizam em abril o índice exorbitante de 31,10%, para reajustar os contratos de aluguel, pagos em maio.

 

Em comunicado à imprensa, a entidade anunciou que o valor do aluguel residencial de contratos em andamento, com aniversário em abril e correção pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas, poderá ser reajustado em 31,10%. Esse é o maior percentual de reajuste dos últimos 18 anos. Em maio de 2003, o IGP-M foi de 31,53%.
 
Com alta de 2,94% no mês de março, fecha-se o comportamento dos preços no período de 12 meses compreendido entre abril de 2020 e março de 2021. De acordo com o sindicato das imobiliárias, por ser divulgado dentro do mês de referência, o IGP-M é um dos principais indicadores utilizado para o aumento do contrato de locação.

 

Em vez de criticar o IGP-M, Secovi-SP sugere punição ao inquilino

 

O Secovi-SP divulga mensalmente o fator de atualização, que, no caso, é de 1,3110. Para atualizar um aluguel de R$ 1.500,00 que vigorou até março de 2021, realiza-se a multiplicação de R$ 1.500,00 por 1,3110, que resultará em R$ 1.966,45, correspondente ao valor a ser pago no final do mês de abril ou início de maio de 2021.
 
Com os aumentos abusivos ao longo de 2020, o representante das imobiliárias continua defendendo a negociação, mas que leve em consideração o perfil do inquilino. “Se o imóvel é ocupado por um bom inquilino, que sempre cumpriu em dia suas obrigações contratuais, o proprietário vai preferir negociar a ter seu imóvel vazio e arcar com os custos de manutenção como condomínio e IPTU. E, ainda, ter de buscar um novo inquilino”, afirmou Adriano Sartori, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP.
 
Para Sartori, locatário e locador podem chegar a um percentual de reajuste que seja bom para ambas as partes. Segundo o vice-presidente de Locação do sindicato, “sabemos que boa parte dos locadores utilizam o valor do aluguel do imóvel como renda familiar ou complemento de aposentadoria. Por isso, nem sempre consegue dispensar o reajuste ou mesmo dar desconto por um longo período, pois também conta com o do valor da locação. Portanto, é importante a negociação”, disse.


Confira os aumentos dos últimos meses

 

Contrato com aniversário em abril/2021 e pagamento em maio/2021: alta de 31,10%

 

Contrato com aniversário em março/2021 e pagamento em abril/2021: alta de 28,94%

 

Contrato com aniversário em fevereiro/2021 e pagamento em março/2021: alta de 25,71%

 

Contrato com aniversário em janeiro/2021 e pagamento em fevereiro/2021: alta de 23,14%

 

Contrato com aniversário em dezembro/2020 e pagamento em janeiro/2021: alta de 24,52%

 

Contrato com aniversário em novembro/2020 e pagamento em dezembro/2020: alta de 20,93%

 

Contrato com aniversário em outubro/2020 e pagamento em novembro/2020: alta de 17,94%

 

Contrato com aniversário em setembro/2020 e pagamento em outubro/2020: alta de 13,02%

 

Contrato com aniversário em agosto/2020 e pagamento em setembro/2020: alta de 9,27%

 

Contrato com aniversário em julho/2020 e pagamento em agosto/2020: alta de 7,31%

 

Contrato com aniversário em junho/2020 e pagamento em julho/2020: alta de 6,51%

 

Contrato com aniversário em maio/2020 e pagamento em junho/2020: alta de 6,68%

 

Contrato com aniversário em abril/2020 e pagamento em maio/2020: alta de 6,81%

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Ilustração / Magal

Parte mais fraca na negociação, os locatários são pressionados pelas imobiliárias, que utilizam em abril o índice exorbitante de 31,10%, para reajustar os contratos de aluguel, pagos em maio

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