CIDADES

15/10/2019  08:33:09

 

Troca de síndicos aumenta, apesar de terem mais espaço

Por: da Redação

 

Para associação que representa administradoras de condomínios em São Paulo, houve aumento de síndicos externos nas carteiras das empresas, mas índice de rotatividade dispara a 65%

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo a Aabic, síndicos contratados vêm ganhando mais espaço na carteira de condomínios das administradoras de São Paulo, mas os empreendimentos também registram alta no índice de rotatividade desses profissionais. A pesquisa revelou que os síndicos profissionais já representam 13,7% do total de síndicos nos empreendimentos residenciais. Em 2018 esse percentual era de 10,45%, diz a entidade.

 

A pesquisa foi realizada com empresas filiadas à associação no último mês de julho. Conforme a entidade, para chegar aos percentuais, o levantamento perguntou às administradoras "qual percentual da sua carteira de condomínios está sob a gestão de um síndico externo". Outra pergunta da pesquisa foi se "em sua carteira houve rotatividade de síndicos externos no mesmo empreendimento nos últimos dois anos".

 

Na pesquisa anterior, realizada no ano passado, 47% responderam "sim" para a pergunta. Agora, em 2019, o índice de rotatividade atingiu 65%.

 

Ao contrário do síndico morador, o profissional possui um vínculo de prestação de serviço com o condomínio. A pesquisa revelou que subiu de 29% para 58% o percentual de administradoras que consideram como uma tendência o aumento desses profissionais nos condomínios.

 

De acordo com a Aabic, a recente popularização desse modelo de síndico passa pela diminuição do interesse dos condôminos em assumir um cargo com tantas responsabilidades. Contribui para isso a mudança no perfil dos empreendimentos, cada vez mais complexos e bem equipados, o que naturalmente exige mais do sindico.

 

Omar Anauate, diretor de Condomínio da associação afirmou que a sucessiva entrada de síndicos externos no mercado ajuda a explicar o alto índice de rotatividade. Isso porque, segundo ele, ainda falta experiência e especialização para que alguns profissionais consigam atender bem os condomínios e terminar o mandato antes de serem dispensados.

 

"O mercado tem bons profissionais, mas o condomínio também precisa se precaver para fugir dos aventureiros", alertou o diretor. Para escolher um bom síndico e evitar o excesso de rotatividade, Anauate recomendou que a decisão seja sempre tomada em consenso pelos moradores.

 

Além disso, o diretor da associação, num favorecimento ao segmento que representa, indica a busca de profissionais que já possuam vínculo com uma administradora. "Independentemente do modelo do síndico, a administradora continua sendo uma parceira imprescindível na solução de problemas e na assessoria da gestão", defendeu.

Ilustração/Magal

A pesquisa foi realizada com empresas filiadas à associação no último mês de julho

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