MERCADO

1º/12/2020  15:53:23

 

Para Secovi-SP, mercado imobiliário de Jundiaí recupera-se

Por: da Redação

 

Em live, hoje (1º), às 18h, estudo do sindicato das imobiliárias do Estado de São Paulo mostrará que 1.291 unidades foram lançadas e 933 vendidas entre outubro de 2019 e setembro de 2020, na cidade. Inscreva-se e acompanhe


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao utilizar dados do Estudo do Mercado Imobiliário de Jundiaí, realizado pelo seu departamento de Economia e Estatística, o Secovi-SP, em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, divulga que foram lançados 1.291 imóveis entre outubro de 2019 e setembro de 2020 na cidade. Conforme o levantamento, o resultado foi 2,3% superior ao apurado entre dezembro de 2018 e novembro de 2019, quando totalizaram 1.262 unidades.

 

No acumulado de 12 meses (outubro de 2019 a setembro de 2020), as 933 unidades comercializadas representaram uma redução de 10,8% em relação ao intervalo de dezembro de 2018 e novembro de 2019, com 1.046 unidades negociadas.

 

A entidade do mercado imobiliário destacou que houve mudança de periodicidade do estudo que, até então, era realizado entre os meses de dezembro e novembro do ano subsequente.

O Valor Global de Vendas (VGV) movimentado no período analisado totalizou R$ 264,3 milhões, volume 34,9% inferior ao registrado entre dezembro de 2018 e novembro de 2019, quando atingiu a marca de R$ 406,1 milhões.

 

Em termos de estoque, Jundiaí encerrou setembro de 2020 com a oferta final de 999 unidades disponíveis para venda, volume maior do que o observado no levantamento de novembro de 2019, quando foram registradas 555 unidades não comercializadas.

 

Esta oferta é formada por imóveis na planta, em construção e prontos lançados nos últimos 36 meses (outubro de 2017 a setembro de 2020). Nos 12 meses do estudo, o indicador VSO (Vendas Sobre Oferta) – que apura a porcentagem de vendas em relação ao total de unidades ofertadas – ficou em 48,3%, abaixo do índice de 65,3% apontado no intervalo entre dezembro de 2018 a novembro de 2019.

Os imóveis de 3 dormitórios destacaram-se em quase todos os indicadores, entre outubro de 2019 e setembro de 2020, registrando a maior quantidade de lançamentos (679 unidades), de vendas (504 unidades), de oferta final (487 unidades) e valores (VGV de R$ 176,2 milhões). Os imóveis de 2 dormitórios econômicos tiveram o melhor desempenho de comercialização, com VSO de 51,7%, praticamente o mesmo verificado em imóveis de 4 dormitórios (VSO de 51,6%) e de 3 dormitórios (VSO de 50,9%).

Cenário

 

Segundo Eli Gonçalves, vice-presidente de Marketing e Inteligência de Mercado da Proempi, o setor teve um empate com sabor de vitória neste último ano. “O desempenho do mercado, em termos de lançamentos e vendas, foi semelhante ao de 2019. Mas com um agravante, a inédita pandemia global, que afetou as vendas, especialmente no segundo trimestre deste ano”, afirma. Gonçalves, no entanto, ressalta uma importante mudança no mix de vendas. “A participação dos imóveis de 3 dormitórios nas vendas passou de 35%, em 2019, para 54% este ano, e com uma velocidade de venda praticamente igual à de unidades de 2 dormitórios econômicos.” Para o diretor, o confinamento e os preços convidativos da cidade despertaram o interesse dos compradores para um imóvel que proporcionasse mais conforto.

Faixa de Área Útil

 

Imóveis com metragens entre 45 m² e 65 m² de área útil lideraram, entre outubro de 2019 e setembro de 2020, em termos de vendas (396 unidades) e de oferta final (487 unidades). Entre 65 m² e 85 m², os destaques ficaram com os lançamentos (613 unidades) e os valores (VGV de R$ 99 milhões). O melhor desempenho de vendas foi o de imóveis entre 85 m² a 130 m², com VSO de 80,1%.

Faixa de Preço

 

Os imóveis com preços entre R$ 230 mil a R$ 500 mil foram destaque em quase todos os indicadores, no período de outubro de 2019 a setembro de 2020. Registraram a maior quantidade de lançamentos (778 unidades), de vendas (396 unidades), de valores (VGV de R$ 116,8 milhões) e de oferta final (721 unidades). Em termos de VSO, o destaque ficou por conta das unidades entre R$ 500 mil e R$ 750 mil, com índice de 78,5%. 

Período de 36 meses

 

Considerando-se todo o período do estudo em Jundiaí, de outubro de 2017 a setembro de 2020, os lançamentos totalizaram 3.365 imóveis residenciais, dos quais 2.366 unidades foram comercializadas – ou seja, 70,3% dos imóveis ofertados ao longo dos 36 meses analisados. As vendas atingiram um montante de R$ 631,9 milhões. O produto que mais se sobressaiu no período, em lançamentos e vendas, foi o de imóveis de 3 dormitórios, com metragem de até 65 m² de área útil e preço entre R$ 230 mil e R$ 500 mil. 

Preço médio

 

Em setembro de 2020, o preço médio de venda por metro quadrado dos imóveis residenciais na cidade foi de R$ 4.540,00 para 2 dormitórios, R$ 4.693,00 para 3 dormitórios, e R$ 6.213,00 para 4 dormitórios. Os valores médios praticados de venda dos imóveis no período analisado de 36 meses (outubro de 2017 a setembro de 2020) foram: R$ 209.438,00 (2 dormitórios econômicos), R$ 263.668,00 (2 dormitórios), R$ 403.716,00 (3 dormitórios econômicos), R$ 876 mil (4 dormitórios).

Loteamentos

 

Os loteamentos também estão contemplados no estudo, a partir do levantamento do número de projetos aprovados no Graprohab (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo) nos últimos anos. Nos nove meses de 2020, foram protocolados 352 projetos de loteamentos no Estado, ante os 472 formalizados em 2019. Jundiaí teve um projeto aprovado no Graprohab em 2020, totalizando 56 lotes previstos. No ano passado, foram 4 aprovações, com 757 lotes.

A Região Administrativa (RA) de Campinas, onde Jundiaí está inserida ao lado de 89 municípios, registrou 64 aprovações nos primeiros nove meses deste ano, com 21.647 lotes programados.  “Durante o período de isolamento social, o lote foi um dos produtos mais desejados por quem estava interessado em morar no Interior ou ter uma segunda moradia. A proximidade de Jundiaí em relação à Capital é um diferencial e torna a cidade ainda mais atrativa para investimentos”, analisou Eli Gonçalves, que tem boas perspectivas para o setor em 2021, com um mercado mais resiliente às possíveis adversidades, contou.

Arquivo

Conforme o levantamento, o resultado foi 2,3% superior ao apurado entre dezembro de 2018 e novembro de 2019, quando totalizaram 1.262 unidades

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