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Mercadinhos autônomos em condomínios

13/4/2026      15:35:45

 

 

 

Com aumento na demanda, síndicos buscam redução de custos na tecnologia

Por: da Redação


A maior movimentação de documentos, encomendas e manutenção predial, num cenário de orçamentos apertados e responsabilidade ampliada, redefine a gestão desses profissionais

Banco de Imagens (Divulgação))

Síndicos e gestores de facilities vêm enfrentando uma pressão crescente para entregar mais eficiência com estruturas cada vez mais enxutas

Levantamento da Abrafac, entidade que representa empresas prestadoras de facilities nos condomínios residenciais e comerciais, aponta que mais de 60% dos síndicos consideram a redução de custos e o aumento da produtividade como prioridades estratégicas. Tal cenário reflete, especialmente, o aumento no volume de demandas operacionais, como gestão de encomendas, controle de acessos e manutenção predial. Para a associação, tecnologia e automação estão entre os principais caminhos para o ganho de produtividade, que podem levar à redução de até 30% do tempo dedicado a tarefas repetitivas.
 

Síndicos e gestores de facilities vêm enfrentando uma pressão crescente para entregar mais eficiência com estruturas cada vez mais enxutas. Segundo dados do IBGE, os custos com serviços e mão de obra, que representam significativamente as despesas condominiais, acumulam alta consistente nos últimos anos, impactando diretamente o orçamento operacional.
 

A pressão aumenta, quando relacionamos as entregas ao volume de encomendas vinda de e-commerces. Dados da Brain Inteligência Estratégica indicam que o volume de encomendas em condomínios cresceu mais de 25% nos últimos anos.
 

Na prática, o escopo de atuação desses profissionais se expandiu significativamente. Além da gestão financeira e administrativa, síndicos precisam lidar com temas como sustentabilidade, tecnologia, segurança, experiência do usuário e conformidade regulatória.
 

Na avaliação de Thais Mendes, que chefia a Área de Experiência do Cliente de uma empresa que presta serviços de logística e tecnologia a condomínios residenciais e comerciais, “hoje, o gestor predial precisa fazer mais com menos, equilibrando expectativas cada vez mais altas dos usuários com restrições orçamentárias reais”. afirmou.

 

Ainda conforme Mendes, do outro lado, o gestor de facilities também é pressionado a manter a rotina dos escritórios em ordem. “Isso exige uma gestão baseada em dados, priorização inteligente de recursos e adoção de tecnologias que tragam eficiência operacional sem elevar custos. Não se trata só de cortar despesas, mas de tomar decisões mais estratégicas e sustentáveis para garantir o funcionamento destas operações”, completou.

 

Diante desse contexto, a profissionalização do setor se acelera. Um levantamento do Instituto Datafolha mostrou que 46% dos síndicos já exercem a função de forma profissional, dedicando-se exclusivamente à atividade. O Brasil projeta investimentos de aproximadamente R$ 258 bilhões entre 2024 e 2027 para o ecossistema de tecnologia que suporta a área de facilities, refletindo a aceleração da transformação digital e da demanda por operações mais inteligentes e conectada.
 

“Nos próximos anos, a tendência é que síndicos e gestores de facilities atuem cada vez mais como líderes orientados por dados, com foco em eficiência contínua e experiência do usuário. Quem conseguir estruturar processos, investir em tecnologia e adotar uma visão mais estratégica da operação estará mais preparado para lidar com esse cenário de pressão constante por resultados”, concluiu Mendes.

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