MERCADO

9/8/2020  08:47:34

 

Ações de despejo e de revisão do aluguel comercial disparam

Por: da Redação

 

Para advogada, que vê o disparo das ações na Justiça, independentemente de entrar ou não com processo, locadores e locatários devem ter empatia e entender que precisam ceder, defendeu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diversas empresas têm renegociado aluguéis durante este período de pandemia do coronavírus. Muitos casos são resolvidos amigavelmente, outros vão para na Justiça. Para a advogada Lorrana Gomes, as ações de despejo e de redução de valor aumentaram nos últimos meses, pois muitos escritórios e empresas adotaram o home office integral, enquanto o aluguel das sedes comerciais segue sendo cobrado normalmente, entretanto, grande parte das negociações têm se resolvido pacificamente.

 

Conforme a advogada, “a maioria tem conseguido fazer a negociação sem recorrer à Justiça, muitos locatários puderam reduzir para 50% o valor aluguel”.

 

Lorrana contou que muitos acordos amigáveis reduzem os aluguéis e o inquilino segue pagando despesas como IPTU e condomínio, normalmente, “assim nenhuma das partes fica muito prejudicada”. Uma recomendação dada pela advogada é de que qualquer negociação esteja firmada em contrato. “Muitas negociações estão sendo feitas de boca, sem contrato, e isso pode causar um impacto futuro, o locatário pode alegar que não foi paga a diferença futuramente”, alertou.

 

No entanto, nas situações em que, por falta de consenso, a negociação cai nas mãos do juiz, Lorrana disse que ainda não são todos que têm decidido a favor da redução da cobrança. Isso, de acordo com ela, tem levado a aumento das ações de despejo.

 

Apenas na cidade de São Paulo, de acordo com levantamento feito pelo sindicato que representa as imobiliárias (Secovi-SP) no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), em junho deste ano, foram protocoladas na capital paulista 1.290 ações locatícias, aumento de 55,8% em comparação às 828 ações ajuizadas em maio. Em relação a Junho de 2019, a alta foi de  3,8%.

 

A advogada afirmou que a maioria das ações têm tido êxito na redução de valor, mas, independente disso, ela destaca que há uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que não sejam distribuídas ações de despejo.

 

Entretanto, Lorrana afirmou que a recomendação pouco tem sido adotada pelos proprietários de imóveis comerciais. A advogada sugere sempre o bom senso, “temos uma inadimplência muito grande, neste momento o que precisamos é ter empatia para conseguir chegar ao meio termo, ambos os lados sairão prejudicados, mas será menor o prejuízo para cada, entrar em consenso para minimizar os impactos da crise é o ideal”, concluiu.

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Conforme a advogada, “a maioria tem conseguido fazer a negociação sem recorrer à Justiça, muitos locatários puderam reduzir para 50% o valor aluguel”

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