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25/11/2025      09:53:21

 

 

Proprietários enfrentam dor de cabeça com imóveis alugados por aplicativo

Por: da Redação

 

Especialista em Direito Imobiliário explica como o proprietário pode se proteger e agir diante de hóspedes que causam prejuízos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vídeos nas redes sociais têm mostrado, segundo Siglia Azevedo, advogada que atua em Direito Imobiliário, o que muitos proprietários já vivem na prática: “apartamentos deixados em estado crítico após locações de curta duração, com móveis destruídos, objetos furtados e sujeira que exige faxina pesada”, disse.

 

A popularização dos aplicativos de locação por diária tem atraído milhares de proprietários de moradias a destinarem seus imóveis para hospedagem, na expectativa de maiores rendas. Porém, junto com a facilidade de alugar, cresceu também uma preocupação que, de acordo com a advogada, tem viralizado nas redes sociais: hóspedes que deixam verdadeiros rastros de destruição ao sair do imóvel.

 

Azevedo cita desde sofás rasgados ou encharcados, itens quebrados, utensílios desaparecidos, paredes sujas, manchas difíceis de remover, até ambientes inteiros deixados em condições insalubres, exigindo limpeza pesada e reposição de móveis ou eletrodomésticos. Em casos mais graves, há registros de furtos de decoração, aparelhos eletrônicos e roupas de cama.

 

Para a especialista em Direito Imobiliário, o fenômeno é real e vem crescendo. “Os aplicativos trouxeram muitas oportunidades, mas também aumentaram os riscos. Infelizmente, há hóspedes que agem com descuido, negligência ou má-fé, causando prejuízos significativos ao proprietário”, disse.

 

Azevedo defendeu que o dono do imóvel tem pleno amparo legal para cobrar reparação dos danos. “O hóspede é responsável civilmente por qualquer dano que cause ao imóvel ou aos bens que estiverem à disposição. Seja uma mancha no sofá, um eletrodoméstico quebrado ou a retirada de objetos, tudo isso gera obrigação de indenizar”, explicou.

 

Ainda conforme a advogada, a responsabilidade é objetiva, ou seja, independe da intenção do hóspede. “Mesmo que o dano não tenha sido proposital, a obrigação de reparar permanece”, insistiu.

 

Como o proprietário pode se proteger

 

Por prevenção, os proprietários que negociam imóveis para hospedagem devem adotar práticas de registrar tudo antes do check-in e após o check-out. “Fotos e vídeos detalhados são fundamentais. Eles evitam discussões e torna irrefutável a prova do prejuízo”, contou Azevedo.
 

Utilizar contrato complementar

Mesmo em locações via aplicativo, um contrato simplificado pode reforçar as responsabilidades sobre danos, limpeza e reposição de objetos.
 

Exigir depósito caução quando permitido pela plataforma
Esse valor serve como garantia para reparos mais imediatos.

 

Relatar imediatamente à plataforma
“Quanto mais rápido o proprietário formalizar a denúncia, maior a chance de conseguir ressarcimento”, orientou a advogada.

 

Guardar notas fiscais e orçamentos
Comprovar o custo real da reposição evita questionamentos.

Bloquear hóspedes reincidentes e avaliar com rigor cada reserva
Perfis sem avaliações ou com histórico suspeito devem chamar atenção do proprietário.

 

E quando o dano é grave?

 

Quando a destruição é grande e o ressarcimento não é feito voluntariamente, a especialista recomendou apoio jurídico. “O proprietário tem respaldo para mover ação de indenização por danos materiais e, em casos mais extremos, danos morais. A Justiça tem reconhecido o direito do dono do imóvel quando há prova clara do prejuízo”, afirmou a advogada.

 

Riscos precisam ser equilibrados

 

Apesar dos riscos, a advogada defendeu que a locação por aplicativo continua sendo um modelo seguro, desde que o proprietário aja com cautela.

 

“O segredo está na prevenção: documentar, instruir, estabelecer regras e escolher bem o hóspede. A maior parte dos viajantes é responsável, mas é essencial estar preparado para lidar com as exceções”, concluiu Azevedo.

Divulgação (IA)

Hóspedes que deixam verdadeiros rastros de destruição ao sair do imóvel, diz advogada

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