BEM ESTAR

16/8/2020  11:15:29

 

Em SP, estudo traz o comportamento do morador diante da pandemia

Por: da Redação

 

O levantamento mostra, por exemplo, como a pandemia alterou o comportamento das pessoas – e quais as expectativas para o futuro - em áreas como cultura, gastronomia/alimentação e turismo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A pesquisa “A pandemia e a cidade: impactos no comportamento e expectativas para o futuro, produzida numa parceria entre o Observatório de Turismo e Eventos da São Paulo Turismo e a plataforma A Vida no Centro, aponta aspectos importantes do comportamento e hábitos das pessoas durante a pandemia de Covid-19, bem como intenções e expectativas para o pós-pandemia. O levantamento de dados foi obtido por meio formulário online, junto a 1521 pessoas, entre 19 de junho e 12 de julho de 2020. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre os entrevistados, a maioria (68,1%) é do sexo feminino, com idade entre 30 e 59 anos (64%) e vive na cidade de São Paulo (59,9%) ou na Grande São Paulo (11,5%). Com relação ao isolamento, importante prática para diminuir o risco de contaminação, 85,6% dos respondentes afirmaram que estavam em isolamento, com 53,8% destes afirmando estarem reclusos com suas famílias e 20,6% sozinhos.

 

Quanto ao comportamento durante a quarentena, a grande maioria demonstrava preocupação em manter-se em isolamento o máximo possível, sendo 28,2% afirmaram ficar em casa todos os dias e 74,8% saíram apenas para comprar comida e medicamentos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A pesquisa mostra como eles usavam o tempo: 52,1% continuavam trabalhando normalmente, mesmo em casa. Sem contar o trabalho, as principais atividades durante o período do isolamento foram assistir a filmes (68%), cuidar da casa (65,9%), cozinhar (54,9%), ouvir música (49,8%) e ler (48,1%). Fazer cursos online (seminários, palestras, debates) é a atividade de 40,4%.

 

Quase um terço dos respondentes (30,4%) desenvolveu novas atividades durante esse período. As mais citadas são artesanato (11%), cursos e treinamentos (10,4%), cozinhar (6,5%) e estudar (6,1%).

 

Home office e hábitos alimentares

 

Sobre a relação com o trabalho, 35,7% disseram estar em regime de home office, 20,3% tiveram redução de jornada e 13,1% perderam o emprego. A renda permaneceu inalterada para 49,8% dos entrevistados, enquanto 36,4% tiveram diminuição e 11,1% perderam totalmente a renda nesse período.

 

A experiência de home office agradou à maior parte dos participantes da pesquisa: 16,2% disseram que gostariam de continuar a trabalhar em casa após a quarentena e 41,3% gostariam de trabalhar parte do tempo em casa e parte do tempo na empresa. O período trabalhando em casa fez muitas pessoas adaptarem seu local de residência para o trabalho:16% adaptaram casa para home office e 10,3% mudaram o mobiliário para se adaptar às novas necessidades.

 

A quarentena também trouxe modificações nos hábitos alimentares: 66,9% passaram a cozinhar mais em casa e 76,1% pretendem continuar comendo em casa, mesmo após a normalização do funcionamento dos restaurantes. A parcela do que pediram comida por delivery é de 22,8% e 31% passaram a se alimentar melhor, consumindo alimentos mais saudáveis.

 

Cautela na reabertura | espaços públicos

 

Boa parte dos entrevistados (46,2%) afirma não querer sair de casa por um tempo mesmo após a reabertura dos locais públicos, e dos que afirmam intenção de frequentar estes espaços, 31,3% querem ir a teatros/ cinemas, 27,3% querem ir a restaurantes e 24,7% desejam ir a bares. O sentimento de cautela é presente também na intenção de frequentar grandes eventos públicos, como Virada Cultural e Carnaval: apenas 6,8% disseram que iriam a esses eventos normalmente, enquanto 41,6% das pessoas afirmaram que não pretendem ir e 41,6% terão receio de ir e vão avaliar no momento do evento.

 

O receio de se encontrar com outras pessoas também deve afetar a socialização nos ambientes privados: 38,1% querem receber amigos em casa, mas uma parcela maior, de 46,7%, diz que ficarão um tempo sem receber ninguém em casa nem irão a festas, só saindo para o essencial.

 

A pandemia também afetou os hábitos de consumo. Durante a fase de isolamento, 40,8 % disseram que consumiram menos, 25,8% disseram que o consumo permaneceu igual, mas agora comprando online/delivery, 33,4% só compram comida.

 

Comércio local em alta

 

Em relação aos locais onde consomem, 56% dão preferência ao comércio local, 18,5% preferem quem oferece maior desconto e 17,4% compram nas plataformas de aplicativos.

 

Sobre a utilização de meios de hospedagem (na mesma cidade ou em viagens) durante a quarentena, apenas 3,3% disseram que sim. Sendo que 1,2% usou hotéis e 1% usou Airbnb - 52,% usaram uma a duas diárias e 20% mais de 15 diárias.

 

O serviço de locação de carro também foi utilizado durante a pandemia por 3,8% dos entrevistados, com 53,4% usando de uma a duas diárias e 10,3% utilizando mais de 15 diárias no período.

 

Em relação a viagens que estavam programadas no período da quarentena, 33% das pessoas afirmaram ter cancelado alguma viagem/intercâmbio, enquanto 14,6% disseram ter remarcado.

 

Por fim, a pretensão de viagens se mostra promissora, com 87,2% dos respondentes afirmando terem intenção de voltar a fazer viagens locais, seja para o litoral, interior de seu Estado ou até outros estados, e 62,1% pretendem voltar a fazer viagens internacionais, mostrando que o desejo de viajar está presente na imensa maioria dos entrevistados, sendo esta uma das atividades mais aguardadas e pretendidas após o fim do isolamento social. 

 

Sobre A Vida no Centro

 

Fundada em agosto de 2017 pelos jornalistas e empreendedores Denize Bacoccina e Clayton Melo,  profissionais com ampla experiência no mercado e responsáveis por diferentes projetos digitais, A Vida no Centro é uma plataforma de informação e inteligência especializada no Centro de São Paulo. 

Segundo seus idealizadores, o propósito da empresa é ser um instrumento da transformação do Centro de São Paulo num lugar mais sustentável, criativo, dinâmico e socialmente justo.  Além de projetos de conteúdo multiplataforma, desenvolve eventos, workshops e palestras sobre futuro das cidades e mantém um núcleo de estudos que produz relatórios e análises sobre tendências urbanas e seus impactos na sociedade.

Observatório de Turismo e Eventos/SPTuris

O levantamento de dados na cidade de SP foi obtido por meio formulário online, junto a 1.521 pessoas, entre 19 de junho e 12 de julho de 2020

Observatório de Turismo e Eventos/SPTuris

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