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8/12/2025      17:00:00

 

 

O desencontro entre moradores e síndicos sobre portaria presencial ou remota

Por: Dinho Garcia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Moradores têm valorizado a presença do porteiro no dia a dia do condomínio. De outro lado, síndicos e administradores defendem a busca de modernização, padronização de processos e, segundo eles, mais segurança. Esse contraste tem transformado a escolha entre o modelo tradicional e as soluções digitais num dilema crescente nos condomínios.

 

Os que defendem a opção tradicional, destacam a presença física de um profissional, que deve acompanhar o fluxo de entradas e saídas de pessoas e a sensação de proximidade dele com os condôminos. Outra característica dessa prestação de serviço presencial é a capacidade do responsável pela portaria se posicionar sobre situações que não tem soluções automáticas.

 

No modelo remoto, o atendimento antes realizado pelo porteiro físico migra para uma central equipada com câmeras, protocolos digitais e monitoramento contínuo. O sistema oferece processos padronizados, histórico auditável e uma proposta de redução de custos. Já a portaria híbrida mantém o atendimento presencial nos horários de maior fluxo e adota o modelo remoto nos períodos de menor circulação, assegurando continuidade 24 horas, despesas menores e uma sugestão de proteção mais equilibrada.

 

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), que explora esse mercado, em apenas um ano, o uso de inteligência artificial em sistemas de segurança eletrônica saltou de 54% para 64,3%, Para a associação, esses dados mostram uma abertura crescente para ferramentas que automatizam rotinas, reduzem falhas humanas e tornam o controle de acesso mais preciso. 

 

 

 

 

 

 

Considerada como Inteligência Artificial, grande parte das soluções de vigilância digital ainda depende de uma comunicação confiável à eficiência das operações dos condomínios. É aí que o PABX em nuvem se torna indispensável para as empresas que querem fornecer tecnologia mais segura: hospedado no Google Cloud, ele organiza chamadas, criptografa ligações, registra atendimentos e mantém todo o fluxo documentado.

 

Marcio Verderio Tahan, executivo da VTCall, empresa de atendimento corporativo com inteligência artificial e automação defende que “essa central oferece informações cruciais para que síndicos e administradoras monitorem autorizações, ocorrências e padrões de acesso, transformando a gestão da segurança em uma atividade mais estratégica e analítica”, afirmou.

 

A comunicação diversificada também remodela a relação entre moradores e a administração condominial, transformando os canais digitais em extensões oficiais da portaria. WhatsApp, Instagram, Telegram e Facebook passam a centralizar solicitações, autorizações e ocorrências, enquanto o atendimento que identifica dígitos e voz (URA) personalizada direciona cada chamada para o setor respectivo, evitando filas, erros e atendimentos improdutivos.

 

De acordo com Tahan, “esses recursos já são usados hoje em ambientes corporativos e, no futuro próximo, poderão ser estendidos para fluxos da portaria remota, fortalecendo ainda mais a operação das empresas do setor”, disse.

 

Na visão do executivo da VTCall, a perspectiva da mudança no atendimento em condomínios não consiste apenas em substituir o porteiro físico por uma central remota. “A transformação ocorre quando pessoas, processos e tecnologia trabalham juntos, cada interação fica registrada, protocolos são seguidos com rigor, síndicos têm visibilidade sobre tudo o que ocorre”, concluiu.

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Os que defendem a opção tradicional, destacam a presença física de um profissional, que deve acompanhar o fluxo de entradas e saídas de pessoas ...

Divulgação (AI)

No modelo remoto, o atendimento antes realizado pelo porteiro físico migra para uma central equipada com câmeras, protocolos digitais e monitoramento contínuo

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