SEGURANÇA
14 de agosto de 2026 às 13:15:00
Falsos entregadores, que usam uniformes e aplicativos para enganar a portaria
Por: da Redação

“O condomínio moderno passou a lidar com um fluxo muito maior de pessoas”, disse advogado. Segundo ele, “isso exige protocolos de segurança mais eficientes" (Foto: Reprodução de Vídeo)
A rotina nos condomínios, hoje, marcada pelo fluxo intenso de entregadores de aplicativos, abriu espaço para um novo tipo de crime, que são golpes aplicados por falsos profissionais de entrega. Utilizando mochilas térmicas, uniformes e até perfis em plataformas, criminosos conseguem acessar áreas internas, observar a rotina dos moradores e praticar furtos.
Diante desse cenário, o advogado Felipe Faustino, especialista em Direito Condominial, acredita que a segurança precisa evoluir junto com essa nova realidade. “O condomínio moderno passou a lidar com um fluxo muito maior de pessoas”, disse. Segundo ele, “isso exige protocolos de segurança mais eficientes. Não basta confiar apenas na aparência ou no uniforme de quem chega à portaria”, afirmou.
O golpe e a falha humana
O especialista explicou que os criminosos frequentemente utilizam a chamada engenharia social, ou seja, conquistam a confiança de moradores e funcionários ao demonstrar conhecimento da rotina do local, mencionar nomes e criar situações de urgência. O uniforme ou a mochila, por si só, não são garantia de legitimidade, pois podem ser facilmente adquiridos ou falsificados.
“A identificação visual, sozinha, não garante segurança. O controle de acesso precisa ser baseado em procedimentos objetivos de conferência”, ressaltou o advogado. Defensor da tecnologia, Faustino citou que portarias virtuais e reconhecimento facial ajudam, mas a maioria das falhas ainda está ligada ao fator humano e ao descumprimento de protocolos.
Responsabilidade e o papel do síndico
A responsabilidade do condomínio em caso de crime interno não é automática. Ela depende da comprovação de falhas na prestação dos serviços ou negligência da administração. Para o especialista, a segurança deixou de ser uma questão apenas operacional e passou a integrar a boa gestão condominial.
Assim, Faustino entende que cabe ao síndico revisar periodicamente os protocolos de acesso, promover treinamentos com funcionários e conscientizar os moradores sobre a importância de seguir as regras internas, como não liberar a entrada de estranhos sem um procedimento básico que é a devida conferência.



