MERCADO
28 de agosto de 2026 às 16:30:00
Inadimplência de aluguel atinge menor nível em 3 anos, mas atenção à locação de baixa renda
Por: da Redação

“Mesmo com uma queda na inadimplência em nível nacional, a concentração das maiores taxas entre os aluguéis residenciais de menor valor é um ponto de atenção. " (Foto: Jo Capusso)
Dados do setor mostram alívio geral, mas realidade de imóveis com locações mais baratos ainda chama a atenção de administradores, que podem impactar nas taxas condominiais
A inadimplência no pagamento de aluguéis no Brasil atingiu em julho o menor patamar dos últimos três anos, com taxa de 3,05% — uma queda de 0,15 ponto percentual em relação a junho e de 0,71 ponto frente a julho de 2025. O dado do *Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) de uma plataforma que atua nos mercados condominial e imobiliários do País foi apresentado durante o Next 2026, e sugere um respiro para o mercado imobiliário.
Para síndicos e administradores de condomínios, porém, o alívio é relativo. Isso porque, embora a média nacional tenha melhorado, a análise por faixa de preço revela um cenário que pode chamar a atenção para os edifícios com imóveis residenciais e aluguel de até R$ 1 mil. Esses aluguéis ainda concentram a maior taxa de inadimplência da categoria, com 5,99% - quase o dobro da média brasileira, aponta o levantamento.
Esse recorte é o que mais pode impactar a gestão condominial, especialmente, em bairros periféricos ou em prédios mais antigos, onde a inadimplência de um ou dois moradores pode comprometer o orçamento mensal do condomínio, atrasar o pagamento de fornecedores e até inviabilizar pequenas obras e manutenções.
“Mesmo com uma queda na inadimplência em nível nacional, a concentração das maiores taxas entre os aluguéis residenciais de menor valor é um ponto de atenção. Famílias com menor margem no orçamento sentem mais o impacto do aumento de despesas essenciais, como alimentação e transporte, o que reduz a capacidade de manter o aluguel e, por consequência, as taxas condominiais em dia”, disse Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias da plataforma.
Outros dados apresentados pelo levantamento
Apartamentos x Casas: Os apartamentos registraram a menor taxa entre os tipos de imóvel, com 2,14% em julho, ante 2,16% em junho. As casas, por sua vez, tiveram queda de 3,45% para 3,29%.
Recorte regional: A Região Nordeste continua com a maior inadimplência (4,88%), seguido pelo Norte (4,04%). Já o Sul mantém o menor índice do País (2,67%). Regiões com alta inadimplência exigem atenção redobrada dos administradores na hora de aprovar orçamentos e provisionar fundo de reserva.
Primeiro semestre de 2026: A taxa média nacional ficou em 3,24%, ligeiramente abaixo dos 3,30% do mesmo período de 2025. O Nordeste liderou com 4,83%, enquanto a Região Sul registrou a menor média (2,69%).
* Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, com dados de julho de 2026 e primeiro semestre de 2026. O levantamento de dados internos e mensais apresenta o cenário de dívidas do mercado brasileiro de locação imobiliária. O índice leva em consideração o valor do boleto, o tipo de imóvel (apartamento, casa ou comercial) e a sua localização, além das datas de vencimento e pagamento, que mostram se há inadimplência ou não.






