MERCADO
1 de junho de 2026 às 13:30:00
Inadimplência de aluguel cai pelo segundo mês seguido e atinge menor nível em um ano
Por: da Redação

Na comparação com abril de 2025, quando a taxa foi de 3,15%, a diferença foi de apenas 0,03 ponto percentual — uma estabilidade prática, mas que, segundo especialistas, merece cautela. Foto: Jo Capusso
A inadimplência no pagamento de aluguéis no Brasil voltou a cair em abril e atingiu o menor patamar dos últimos doze meses: 3,18%. É o segundo recuo consecutivo, depois de o índice ter fechado março em 3,21%. Os números fazem parte do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), calculado por uma plataforma que oferece serviços tecnológicos e financeiros para o mercado imobiliário no País.
Na comparação com abril de 2025, quando a taxa foi de 3,15%, a diferença foi de apenas 0,03 ponto percentual — uma estabilidade prática, mas que, segundo especialistas, merece cautela.
“A sequência dos últimos meses mostra uma melhora depois da alta registrada em fevereiro, mas ainda é cedo para tratar esse movimento como uma tendência consolidada”, afirmou Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica.
Para ele, o ponto central para imobiliárias e administradoras de condomínios que atuam com locação é acompanhar de perto as variações internas de cada carteira. “O risco não se distribui da mesma forma em toda a carteira”, resumiu.
Os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam concentrando as maiores taxas, apesar do recuo em abril. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 5,56% contra 5,98% no mês anterior. Na outra ponta, as locações residenciais entre R$ 3.000 e R$ 5.000 registraram 1,71%, o menor índice entre os imóveis residenciais.
Chama a atenção, porém, o comportamento dos imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13 mil. Após atingirem 6,01% em fevereiro, recuaram para 5,83% em março e fecharam abril em 4,52%. Mesmo com a melhora, a faixa ainda figura entre as maiores do mercado. “Cada atraso representa um impacto financeiro proporcionalmente maior para a imobiliária”, afirmou Gonçalves.
Por tipo de imóvel, todos os segmentos registraram queda em abril: apartamentos foram de 2,30% para 2,11%; casas, de 3,60% para 3,31%; e imóveis comerciais, de 4,54% para 4,21%.
A análise regional mantém o Nordeste como a região com maior inadimplência: 4,98%, alta de 0,21 ponto percentual em relação a março. O Norte vem na sequência, com 4,37%. Já Centro-Oeste (2,97%), Sudeste (2,94%) e Sul (2,65%) apresentaram recuo. O Sul mantém a menor taxa nacional pelo terceiro mês consecutivo.



