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GESTÃO

24 de setembro de 2026 às 11:00:00

Elevador parado é sinal de “dor de cabeça” para síndico e moradores, como agir?

Por: da Redação

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De acordo com Sampaio, caso haja pessoas presas na cabine, o cuidado deve ser redobrado (Foto: Divulgação)

Decisões tomadas logo após a parada do equipamento podem prevenir acidentes, prejuízos financeiros e conflitos com moradores


Um elevador parado é uma das ocorrências mais frequentes e desgastantes na rotina do síndico e dos moradores. Além do transtorno, o problema pode se agravar quando a empresa de manutenção demora a responder, ou quando decisões são tomadas sem o devido cuidado técnico. Como orientação às dúvidas, a reportagem da Folha do Condomínio OnLine recebeu recomendações de consultor técnico para elevadores sobre procedimentos adequados e erros a evitar.


Como agir


A primeira medida, segundo Rafael Sampaio, executivo da empresa de consultoria, é isolar o equipamento e impedir que qualquer pessoa tente destravar as portas ou movimentar a cabine manualmente. “Muitos acidentes graves acontecem justamente na tentativa de resolver o problema sem qualificação técnica, seja, por parte de um morador, do zelador ou até de um porteiro mais ‘afobado’. A orientação é sempre isolar a área, comunicar os moradores e acionar a manutenção imediatamente”, alertou.


De acordo com Sampaio, caso haja pessoas presas na cabine, o cuidado deve ser redobrado. Os ocupantes precisam manter a calma e não tentar forçar a porta ou sair por frestas, pois o elevador pode se movimentar. O ideal é que o síndico ou responsável mantenha contato verbal constante com os passageiros até a chegada da equipe técnica.


Outro ponto essencial é a comunicação com a empresa de manutenção. O síndico deve exigir um prazo de atendimento e registrar por escrito — por e-mail, aplicativo ou sistema de chamados — o horário da solicitação e a resposta recebida. Para o consultor, esse histórico auxilia tanto na cobrança por agilidade, quanto no acionamento do contrato em caso de descumprimento reiterado dos prazos.


Erros comuns na negociação com a manutenção


Conforme o consultor, um erro frequente é aceitar justificativas genéricas da manutenção, como “falta de peça” ou “problema recorrente”, sem exigir um diagnóstico técnico por escrito. “Sem esse registro, o condomínio fica sem embasamento para negociar ressarcimentos, trocas de peças ou até mesmo uma rescisão contratual em casos de negligência”, destacou Sampaio.


Também é recomendável que o síndico não autorize reparos ou substituições de peças de forma precipitada, sem antes verificar se o serviço está coberto pelo contrato de manutenção vigente. Muitos contratos preveem manutenção corretiva sem custo adicional, mas determinadas peças podem ser cobradas à parte. Por isso, qualquer orçamento extra deve ser analisado antes da aprovação.


O consultor comentou que “o maior risco para o síndico é tomar decisões técnicas sozinho, sem parâmetro de comparação. Ele não tem obrigação de entender de elevador, mas precisa ter alguém de confiança que traduza o que está sendo dito pela manutenção e diga se aquilo faz sentido, tanto tecnicamente quanto no valor cobrado”.


Quando o problema se repete, a causa pode estar subestimada


De acordo com o executivo da Arsenal Elevadores, em casos de paradas recorrentes do mesmo equipamento, a recomendação é solicitar um laudo técnico independente para identificar a causa raiz do problema. 


“Uma parada isolada pode ter explicação pontual, mas a repetição do mesmo defeito em curto espaço de tempo geralmente indica que a manutenção corretiva está tratando apenas o sintoma, sem resolver a origem da falha. O resultado tende a ser aumento dos custos e desgaste contínuo com os moradores”, alertou Sampaio, que concluiu: “Documentar cada chamado, com data, horário e descrição do problema, também ajuda o síndico a perceber esse padrão de recorrência mais cedo, antes que ele se transforme em um problema estrutural mais caro de resolver”.

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