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GERAL

27 de agosto de 2026 às 16:00:00

Consumo em supermercados cresce em julho e indica alívio no orçamento dos moradores

Por: da Redação

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Grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,67% no mês, com destaque para a queda de 1,14% nos preços da alimentação no domicílio (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

O resultado, impulsionado pela queda nos preços dos alimentos, pela sustentação da renda das famílias e ocupação de mais vagas de trabalho, traz um panorama positivo para o orçamento doméstico, um dos principais pontos de atenção na gestão financeira dos condomínios


O orçamento das famílias, que impacta diretamente a capacidade de pagamento de despesas como a taxa condominial, mostrou sinais de alívio em julho. Segundo o monitoramento mensal da Abras, o consumo nas residências cresceu 3,28% em relação a julho do ano passado. O avanço, de 3,01% na comparação com junho, ocorre em um cenário de menor pressão sobre os preços dos alimentos.


Os dados, deflacionados pelo IPCA/IBGE, mostram que o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,67% no mês, com destaque para a queda de 1,14% nos preços da alimentação no domicílio. Essa redução alivia a pressão sobre a renda das famílias, um fator crítico para a saúde financeira dos condomínios, já que a inadimplência nas taxas condominiais está em patamar elevado, atingindo 11,95%.


Marcio Milan, vice-presidente da Abras, analisou que "julho reuniu condições mais favoráveis ao consumo das famílias. A queda dos preços da alimentação no domicílio reduziu a pressão sobre o orçamento, enquanto o mercado de trabalho e os recursos em circulação contribuíram para sustentar a renda", disse.


Alta no rendimento médio do trabalhador


Esse cenário é reforçado pelos indicadores do mercado de trabalho. A taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, com o rendimento médio real alcançando R$ 3.762, um crescimento de 3,3% no ano. Já a massa de rendimento real chegou a R$ 383,5 bilhões, avanço de 4,1% no ano, o equivalente a mais R$ 15,1 bilhões no mesmo período. O Bolsa Família transferiu cerca de R$ 13 bilhões para 19,3 milhões de famílias.


Consumo seletivo e a atenção aos preços


Os dados da NielsenIQ, parceira da Abras, revelam uma mudança na composição das compras, com os consumidores mostrando-se mais seletivos. Em julho, os produtos de menor preço passaram de 54,6% para 55,3% da cesta, enquanto a faixa de maior preço também avançou de 12,5% para 13,4%, indicando que a busca por preços baixos e a busca por qualidade ocorrem simultaneamente, dependendo da categoria.


"Os dados mostram que a atenção ao preço continua presente nas decisões de compra. O avanço simultâneo das faixas de menor e maior preço indica que não há uma migração generalizada para produtos mais caros, mas uma composição mais seletiva da cesta", complementou Milan.


Para síndicos e administradores, entender esse comportamento de consumo é fundamental para avaliar a real situação financeira dos moradores e planejar a gestão de despesas e investimentos no condomínio.

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