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BEM-ESTAR

23 de julho de 2026 às 13:15:00

O que pode e o que não pode no hall do seu apartamento? Saiba o que diz um arquiteto

Por: da Redação

Neste projeto, a BMA Studio evita que o suporte de bicicleta fique muito próximo da parede, diminuindo o risco de impactos do pedal e dos pneus durante o manuseio. Foto: Luis Gomes (Divulgação)

Você chega em casa, tira os sapatos, larga a bolsa, encosta a bicicleta na parede do corredor e depois vai regar a planta que deixa do lado de fora do apartamento. Parece inofensivo, mas esses pequenos hábitos podem se tornar um grande problema no condomínio


O arquiteto Bruno Moraes, explicou que o hall de distribuição do andar (área externa, de entrada na unidade) do não é uma extensão do seu apartamento. "Por conta da confiança de que ninguém vai mexer, o morador se sente confortável em deixar do lado de fora aquilo que o pequeno hall de entrada não comporta", disse Moraes ao alertar sobre os riscos dessa prática.


Por que ocupar o hall é um problema?


Segundo o profissional, que está à frente da BMA Studio, a função principal desse espaço é garantir a circulação e, mais importante, a segurança de todos. "Esse espaço integra a circulação do prédio. Por isso, é bastante comum que muitos condomínios não permitam o seu uso indevido como forma de preservar a rota de fuga prevista pelos bombeiros em caso de emergência", ressaltou.


Sapatos, vasos, bicicletas e até pequenos móveis podem parecer inofensivos, mas viram obstáculos em uma situação de emergência e aumentam o risco de quedas e acidentes no dia a dia. Vale lembrar que a Lei Federal nº 13.425/2017 e as normas do Corpo de Bombeiros, como as Instruções Técnicas, determinam que as rotas de fuga devem estar sempre desobstruídas.


O que o regulamento do seu condomínio diz?


A resposta para o que pode ou não ficar no hall está, antes de tudo, na convenção e no regulamento interno do seu condomínio. É lá que as regras sobre o uso das áreas comuns estão definidas. "Existem condomínios que permitem a inserção de uma peça decorativa, desde que não interfira na circulação, enquanto outros proíbem completamente qualquer coisa no piso", contou Moraes, que ainda sugeriu a consulta à administração para não infringir as regras e correr o risco de multas.


O que fazer quando falta espaço?


Se o problema é a falta de espaço dentro de casa, a solução não é usar as áreas comuns, mas sim planejar melhor a entrada do seu apartamento. A esse respeito, o arquiteto deu algumas dicas:


Para sapatos - Uma sapateira planejada é a melhor opção. Ela deve ser desenhada de acordo com o seu estilo de vida, considerando a quantidade e o tipo de calçados que você usa.


Para bicicletas e patinetes - Com o aumento do uso desses meios de transporte, é fundamental ter um suporte adequado dentro da residência ou mesmo nas áreas comuns do condomínio. Dentro de casa, o ideal é que ele mantenha a bicicleta levemente afastada da parede para evitar riscos e sujeira.


Para pequenos objetos - Chaves, carteira, celular e outros itens do dia a dia podem ser organizados em uma pequena "estação de chegada" com gavetas, ganchos ou nichos, evitando que fiquem espalhados.


A força da união e da assembleia


Quando a demanda é comum a vários moradores, como a falta de espaço para bicicletas, vale a pena levar a questão para a assembleia. "É comum que exista um espaço ocioso na garagem que pode receber armários, suportes para bicicletas ou outras soluções que beneficiam mais o morador", comentou Bruno.


Um bicicletário, por exemplo, não só resolve o problema, como também é um diferencial que valoriza o imóvel, melhora a organização do condomínio e incentiva um estilo de vida mais saudável.


Se puder mexer no hall ...


Em alguns casos, o condomínio permite pequenas intervenções no hall, como a aplicação de revestimentos ou pintura. Nesses casos, vale investir em materiais que facilitem a limpeza e resistam ao desgaste do dia a dia.


"Como a entrada do apartamento é uma área de passagem intensa, eu não recomendaria uma sapateira para o lado de fora. E, se não for possível investir em um revestimento, uma tinta lavável já facilita bastante a manutenção", concluiu o arquiteto

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